- O relator da CPI do Crime Organizado, senador Alessandro Vieira, afirmou que suspeita que a empresa dos irmãos do ministro Dias Toffoli tenha sido usada para lavar dinheiro de um suposto esquema envolvendo o Banco Master.
- A comissão aprovou a convocação de José Eugênio e José Carlos Dias Toffoli e a quebra de sigilo da Maridt Participações; porém o ministro André Mendonça decidiu que eles não precisam comparecer, argumentando que foram chamados como investigados.
- A Maridt Participações detinha cotas de um resort no interior do Paraná vendidas a um fundo de investimentos do cunhado de Vorcaro, Fabiano Zettel.
- A CPI também investiga ligações da Maridt com a gestora de fundos Reag, ligada à instituição e apontada em investigações anteriores como terceira via para gerir recursos do crime organizado.
- Segundo o senador, a apuração busca entender mecanismos de lavagem de dinheiro e infiltração no poder público, com possibilidade de chegar a órgãos de fiscalização e até ao Judiciário.
O relator da CPI do Crime Organizado, senador Alessandro Vieira (MDB-SE), afirmou que suspeita que a empresa dos irmãos do ministro Dias Toffoli tenha sido usada para lavar recursos de um esquema envolvendo fraudes ligadas ao Banco Master, já liquidado. As informações surgem após a comissão aprovar a convocação de José Eugênio e José Carlos Dias Toffoli e a quebra de sigilo da Maridt Participações.
A linha de investigação aponta que a empresa dos irmãos Toffoli funcionaria como mecanismo financeiro de ocultação de recursos ilícitos. A Maridt detinha cotas de um resort no interior do Paraná, vendidas a um fundo ligado ao cunhado de Vorcaro, Fabiano Zettel.
Vieira disse que a CPI já tem convocações aprovadas e sigilo fiscal quebrado. A hipótese é de lavagem de dinheiro do grupo ligado ao Banco Master, segundo ele, em entrevista à GloboNews.
Contexto e desdobramentos
O ministro André Mendonça decidiu que os irmãos Toffoli não precisarão comparecer à comissão, após defesa sustentar que foram chamados na condição de investigados, o que torna a presença facultativa. A CPI também busca esclarecer ligações da Maridt com a gestora de fundos Reag, associada a recursos do crime organizado.
Vieira afirmou que a apuração pode abranger diferentes esferas, incluindo órgãos de fiscalização e o Judiciário, caso haja indícios de corrupção. A investigação foca em possíveis rotas de lavagem de dinheiro e nas relações entre empresas privadas e agentes públicos.
A discussão envolve ainda a atuação de mecanismos de infiltração no poder público por parte do grupo ligado ao Banco Master. A investigação continua analisando dados financeiros e documentos obtidos com a quebra de sigilo para mapear possíveis conexões.
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