- Mendonça autorizou a quebra de sigilo de Lulinha em janeiro, a pedido da Polícia Federal, antes da CPMI aprovar a medida.
- Na CPMI, o relator apresentou o pedido com base em representação da Polícia Federal para apurar se houve recebimento indireto de recursos no esquema do INSS.
- A PF aponta três menções a Lulinha nos autos, incluindo suposto envolvimento em negócio com lobista do INSS e recebimento de cerca de R$ 25 milhões, além de uma mesada de R$ 300 mil.
- Emissão de passagens aéreas com o mesmo localizador para Lulinha e Roberta Luchsinger é citada pela PF como indicativo de vínculo entre eles; não há confirmação de quem pagou.
- A aprovação da quebra gerou confusão na CPMI, PT pediu anulação e Davi Alcolumbre disse que recebia representação formal, sem resposta até o momento.
O ministro André Mendonça, do STF, autorizou a quebra de sigilo bancário e fiscal de Fabio Luis Lula da Silva, o Lulinha, filho do presidente Lula. O despacho ocorreu em janeiro e foi solicitado pela Polícia Federal. A CPMI ainda não havia aprovado a medida quando o pedido chegou ao colegiado.
A CPMI apresentou o pedido com base na representação da PF para apurar se Lulinha foi destinatário indireto de recursos investigados no esquema do INSS. A defesa do inquérito aponta ligações entre o núcleo ligado ao Careca do INSS e supostos repasses.
Segundo a PF, há três menções ao nome de Lulinha nos autos. Um ex-sócio do Careca afirmou que ele seria sócio de lobista ligado a um projeto de cannabis medicinal e teria recebido R$ 25 milhões em um negócio de “kits de dengue”. Também houve emissão de passagens com o mesmo localizador para Lulinha e Roberta Luchsinger, o que reforçaria vínculo entre eles.
Roberta Luchsinger foi alvo da operação Sem Desconto. A PF afirma que ela integrava o núcleo político do grupo de Careca do INSS e atuou na movimentação de valores e na gestão de estruturas empresariais usadas para ocultar patrimônio.
A aprovação da quebra de sigilo na CPMI provocou tumulto entre petistas. Deputados do PT confrontaram a mesa da comissão e acusaram o presidente da CPMI, o senador Carlos Viana, de fraude. O PT pediu a anulação da votação ao presidente do Senado, Davi Alcolumbre, que abriu prazo para representação formal.
Até o momento, Alcolumbre não respondeu oficialmente. Ele orientou que a bancada formalize a reclamação e assegurou que uma posição seria dada posteriormente. A investigação não tem conclusão anunciada.
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