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Motta defende Toffoli e classifica revelações como exagero e ataque à conduta

Motta defende Toffoli, vê revelações como exagero e afã de atacar conduta; afirma que STF atuou com equilíbrio

Hugo Motta, presidente da Câmara dos Deputados
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  • Hugo Motta defende Toffoli, dizendo que houve exagero da mídia e que o ministro atuou com equilíbrio na relatoria do caso Master.
  • Motta afirma que o STF tem cumprido seu papel e que Toffoli não cometeu conduta imprópria, segundo ele, e que não houve desvio de atuação.
  • A CPI do Master aprovou convite para Toffoli, quebra de sigilo da Maridt Participações entre 2022 e 2026 e a convocação de dois irmãos do ministro, além de Moraes e Vorcaro.
  • Motta disse que analisará pedidos da CPI por ordem cronológica e criticou a ideia de mudar o escopo para uso político, mantendo o foco original da comissão.
  • Toffoli deixou a relatoria do caso; STF garantiu que não houve suspeição e que o ministro negou ter relações ou recebimento de recursos do banqueiro, mantendo que é sócio da Maridt.

Hugo Motta, presidente da Câmara dos Deputados, defendeu o ministro Dias Toffoli, relator do caso Master no STF, afirmando que as revelações sobre o banqueiro ligado ao caso são exageros. Motta disse que o STF tem cumprido seu papel e avaliou que houve flamboyance midiática ao apontar suposta conduta do ministro. A fala ocorreu em entrevista ao portal Metrópoles.

O presidente da Câmara afirmou ainda que não teme perseguir temas, mas que as CPIs devem seguir a ordem cronológica de apresentação dos requerimentos. Passou a criticar tentativas de ampliar o escopo da CPI do Master para fins eleitorais, ressaltando que o instrumento tem objetivo específico. Motta citou a atuação imparcial das instituições.

Toffoli e o Master

Nesta quarta-feira, 25, a CPI do Crime Organizado aprovou o comparecimento de Toffoli ao colegiado e a quebra do sigilo fiscal da Maridt Participações entre 2022 e 2026. Também foi autorizada a convocação de dois irmãos do ministro, gestores da Maridt, e de outros participantes, como o dono do Master, Daniel Vorcaro, além da quebra de sigilos do banco.

O Estadão já havia mostrado que Fabiano Zettel, cunhado de Vorcaro, é dono dos fundos que compraram participação de Toffoli na sociedade que atua no resort Tayayá, no Paraná. Toffoli é sócio oculto da Maridt, dirigida pelos irmãos do ministro, e recebeu dividendos de transações.

Conforme documentos apreendidos pela Polícia Federal, houve conversas entre Toffoli e Vorcaro em celulares do banqueiro, com menções ao ministro. As informações foram encaminhadas pelo órgão ao STF, que indicou suspeição do relator. Toffoli deixou a relatoria após o relatório da PF.

Posicionamento de Toffoli

Toffoli negou relações pessoais com Vorcaro e afirmou não ter recebido recursos do banqueiro. Ele admitiu ser sócio da Maridt e defendeu que, em 2021, a empresa não era conhecida pelas ligações de Vorcaro com irregularidades. O ministro descreveu a empresa familiar, com sede em Marília (SP), administrada pelos irmãos José Eugênio e José Carlos, e garantiu que todas as transações foram declaradas à Receita Federal.

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