- O Novo projeta lançar pelo menos 1.250 candidatos em 2026, disputando desde deputados estaduais até presidente da República.
- A expectativa é eleger cerca de 25 deputados federais e até quatro senadores, com o ex-procurador da Lava Jato Deltan Dallagnol, o ex-ministro Ricardo Salles e o deputado Marcel Van Hattem entre os nomes de peso.
- Romeu Zema (governador de Minas Gerais) anunciou pré-candidatura à Presidência, e o senador Eduardo Girão disputará o governo do Ceará.
- O partido passou por crise interna após 2022, flexibilizou uso de recursos públicos, permitiu coligações e ampliou pautas de direita, buscando ampliar tempo de TV e competitividade.
- Analistas destacam desafio de competir com a base de Jair Bolsonaro e dependência de apoio dele para consolidar votos, especialmente para a Câmara dos Deputados.
O partido Novo chega às eleições de 2026 em análise de amadurecimento. A legenda, que nasceu em 2018 com liberalismo econômico e disciplina rígida, aposta em uma atuação mais ampla no pleito nacional.
Lideranças afirmam que o Novo está mais forte e não apenas permanece competitivo. A meta é lançar pelo menos 1.250 candidatos para cargos que vão de deputados estaduais a presidente da República, incluindo governadores, deputados federais e senadores.
Entre os nomes de peso que devem compor as candidaturas, estão o ex-procurador da Lava Jato Deltan Dallagnol, o ex-ministro do Meio Ambiente Ricardo Salles e o deputado Marcel Van Hattem. Também aparecem o governador de Minas Gerais, Romeu Zema, e o senador Eduardo Girão.
Mudanças estratégicas após crises
Em 2018, o Novo teve estreia promissora com a eleição de governadores e oito deputados federais. Em 2022, houve queda importante, com menos de 600 mil votos para o candidato à Presidência e apenas cinco deputados federais, além da reeleição de Zema.
A redução levou o partido a revisar regras internas, flexibilizando o uso de recursos públicos e abrindo espaço para coligações. O objetivo foi ampliar a competitividade e o tempo de TV dos seus candidatos.
Direção ideológica e relações internas
O Novo também ampliou o leque de pautas, incluindo posições mais conservadoras em temas como aborto, drogas e segurança. A aproximação com a direita ganhou força, consolidando uma base oposicionista ao governo Lula.
Segundo Eduardo Ribeiro, presidente do partido, os aprendizados recentes mantêm os princípios do partido, porém com pragmatismo para não comprometer valores. A direção ressalta o papel de manter a linha estratégica sem abrir mão da identidade.
Desafios e perspectivas para 2026
Especialistas avaliam que o maior desafio é manter a coesão da direita e disputar votos com o bloco liderado pelo Partido Liberal e apoiadores de Jair Bolsonaro. A influência de figuras chave, como Zema, pode ser determinante para ampliar a bancada.
O professor Rafael Favetti, da Fatto Inteligência Política, diz que o desempenho dependerá da capacidade dos nomes do Novo de mobilizar eleitores para a Câmara. O papel de Zema é visto como estratégico para atrair votos proporcionais.
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