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Partidos no governo italiano fecham acordo sobre reforma eleitoral

Partidos do governo italiano avançam reforma eleitoral para assegurar maioria de coalizão; oposição vem considerando manobra para manter Meloni no poder

Italian Prime Minister Giorgia Meloni, Foreign Minister Antonio Tajani, Deputy Prime Minister Matteo Salvini and members of the Parliament attend a commemoration for Pope Francis during a joint session of the Italian parliament in Rome, Italy, April 23, 2025.
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  • Partidos de governo italianos encerraram acordo para uma reforma ampla da lei eleitoral, movendo-se para um sistema totalmente proporcional.
  • A coligação de direita promete garantia de maioria para coalizões que tenham mais de quarenta por cento dos votos.
  • Haveria segundo turno apenas se coalizões alcançarem entre trinta e cinco e quarenta por cento.
  • A oposição, liderada pelo Partido Democrático e o Movimento Cinco Estrelas, critica a proposta, chegando a acusar de busca por vantagem partidária.
  • A reforma ocorre em meio à campanha por um referendo de reforma judicial, marcado para março, que é visto como teste crucial para Meloni antes das eleições de 2027.

O governo italiano fechou um acordo sobre uma reformulação ampla da lei eleitoral, segundo duas fontes, nesta quinta-feira. O objetivo é consolidar a governabilidade após as próximas eleições de 2027. O anúncio ocorreu em Roma e envolve as áreas políticas do governo.

A proposta, encabeçada pela coalizão de direita, prevê migração para um sistema totalmente proporcional e garantia de maioria para qualquer coalizão que obtenha mais de 40% dos votos. Além disso, o texto mantém um segundo turno apenas para cenários de 35% a 40% de apoio total.

Oposição acusa o movimento de ser uma manobra para manter o poder, citando risco de distorção da representação. Partidos de esquerda, como o PD, afirmam que a medida protege apenas interesses do Executivo.

Contexto político

Na eleição de 2022, o PD e o Movimento 5 Estrelas não formaram uma aliança suficiente para impedir a vitória do bloco de direita, que dominou as cadeiras com votos diretos. Um novo bloco de esquerda surge, com potencial para influenciar a distribuição de assentos, sobretudo no sul do país.

A reforma dependerá da aprovação no parlamento. A coalizão governista já enfatiza que a mudança visa estabilidade e refletir o voto dos cidadãos, evitando fragilidades institucionais.

A proposta surge em meio à campanha para um referendo, em março, sobre a reforma do judiciário, que é vista como teste crucial para Meloni antes das próximas eleições nacionais.

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