- O líder do governo no Senado, Jaques Wagner, acusou o presidente da CPMI do INSS, Carlos Viana, de manipular a contagem de votos que autorizou a quebra dos sigilos fiscal e bancário de Fábio Luís Lula da Silva, conhecido como Lulinha.
- Em entrevista à CNN Brasil, Wagner afirmou que houve manipulação e citou a confusão entre parlamentares, na qual Rogério Correia teria dado um soco em Luiz Lima, dizendo que pretende recorrer por vias legais.
- Segundo Wagner, havia uma votação em bloco de vários requerimentos e, conforme ele, não havia maioria para a aprovação do requerimento de quebra de sigilo, conforme imagens da TV Senado.
- O líder petista disse que Viana se recusa a pautar requerimentos da base governista e que, na prática, coloca para votar itens que interessam à oposição, citando pedidos de depoimentos de Fabiano Zettel e do governador Romeu Zema como exemplos.
- Lulinha é apontado como o “filho do rapaz” mencionado em interceptações da Polícia Federal, com alegação de recebimento de R$ 300 mil; Wagner afirmou conhecer Lulinha e sua família e o suposto perfil da família.
O líder do governo no Senado, Jaques Wagner (BA), acusou o presidente da CPMI do INSS, senador Carlos Viana (Podemos-MG), de manipular a contagem de votos que aprovou a quebra dos sigilos fiscal e bancário de Fábio Luís Lula da Silva, conhecido como Lulinha, filho do presidente Lula. O episódio ocorreu no âmbito da CPMI do INSS.
Wagner afirmou que houve irregularidade na condução da votação e disse que pretende recorrer por vias ainda não definidas. A fala ocorreu após uma confusão em que o deputado Rogério Correia (PT-MG) admitiu ter acertado um soco com Luiz Lima (Novo-RJ).
Segundo o líder petista, a votação envolvia uma sequência de requerimentos, e não apenas o pedido de quebra de sigilo. Ele sustenta que havia 14 votos a favor, contra sete, o que, na sua leitura, indicaria ausência de maioria para o requerimento.
Wagner ressaltou que Viana estaria relutante em pautar requerimentos da base governista e, na visão dele, privilegiaria itens de oposição. Citou como exemplos pedidos para os depoimentos de Fabiano Zettel, cunhado do banqueiro Vorcaro, e do governador Romeu Zema (Novo).
Lulinha é apontado como o possível “filho do rapaz” citado em mensagens interceptadas pela Polícia Federal, associadas a supostas fraudes em descontos de convênios. O parlamentar diz conhecer Lulinha e a família, descrevendo o rendimento como modesto.
A assessoria de Carlos Viana foi procurada, mas optou por não se manifestar.
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