- A Polícia Federal prendeu temporariamente Marcelo Caumo, ex-secretário de Desenvolvimento Urbano do governo de Eduardo Leite, sob suspeita de desvios de recursos do Fundo Nacional de Assistência Social durante as enchentes de 2024.
- Investigação aponta irregularidades em três licitações da Prefeitura de Lajeado envolvendo empresas de um mesmo grupo econômico, com indícios de escolha não pela proposta mais vantajosa e valores acima do preço de mercado.
- A ação, batizada de Operação Lamaçal, é desdobramento de investigação de novembro; Caumo deixou o cargo na época. Foram cumpridos vinte mandados de busca e apreensão e um segundo mandado de prisão temporária não teve o alvo divulgado.
- Os mandados foram cumpridos em Lajeado, Porto Alegre e em outras cidades gaúchas: Encantado, Fazenda Vilanova, Garibaldi, Muçum, Novo Hamburgo e Salvador do Sul.
- Os investigados podem responder por desvio ou aplicação indevida de verbas públicas, contratação direta ilegal, fraude em licitação, corrupção ativa e passiva, associação criminosa e lavagem de dinheiro.
O fomento a enchentes no Rio Grande do Sul volta ao centro das investigações. A Polícia Federal prendeu nesta quinta-feira Marcelo Caumo, ex-secretário de Desenvolvimento Urbano do governo Eduardo Leite, acusado de desvios de recursos do FNAS para atender vítimas das enchentes de 2024. O cumprimento ocorreu em parte no RS, onde Caumo atuou como prefeito de Lajeado.
Caumo, hoje filiado ao União Brasil, é alvo de apuração que aponta irregularidades em três licitações da Prefeitura de Lajeado. Segundo a PF, empresas de um mesmo grupo econômico teriam sido contratadas para serviços de assistência social com indícios de escolha não pela proposta mais vantajosa e com valores acima dos preços de mercado.
A prisão é temporária, inicialmente por cinco dias. O advogado Jair Alves Pereira, que representa Caumo, afirmou à CartaCapital não ter acesso à decisão e não ter conseguido falar com o cliente até o início da manhã.
Operação Lamaçal
A ação é desdobramento de uma investigação iniciada em novembro do ano passado, quando Caumo ainda ocupava a Secretaria de Desenvolvimento Urbano. Ele deixou o cargo logo após o primeiro episódio.
Nesta quinta, mandados foram cumpridos pelo TRF-4. Há um segundo mandado de prisão temporária, cuja identificação não foi divulgada. Também foram cumpridos 20 mandados de busca e apreensão.
As diligências ocorreram em Lajeado e Porto Alegre, além de Encantado, Fazenda Vilanova, Garibaldi, Muçum, Novo Hamburgo e Salvador do Sul. Os investigados podem responder por desvio ou aplicação indevida de recursos públicos, fraude em licitação ou contrato, corrupção, associação criminosa e lavagem de dinheiro.
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