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Presidente do Porto de Santos teria recebido propina do INSS, aponta PF

PF aponta que presidente do Porto de Santos recebeu propina de R$ 250 mil destinada a Stefanutto, conforme relatório

Anderson Pomini, presidente do Porto de Santos, e Alessandro Stefanutto, ex-presidente do INSS
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  • A Polícia Federal aponta que Anderson Pomini, presidente do Porto de Santos, recebeu propina de R$ 250 mil em outubro de 2022, em nome do ex-presidente do INSS Alessandro Stefanutto, por meio da empresa To Hire Cars.
  • O pagamento seria destinado ao codinome “Italiano” e está ligado a investigações sobre fraudes no INSS, segundo os documentos da PF.
  • A PF aponta que o dinheiro passou por intermediários, incluindo escritórios de advocacia, uma imobiliária e a pizzaria Delícia Italiana Pizzas, em operações da Conafer. A PF diz que a Conafer recebeu R$ 708 milhões do INSS, com R$ 640 milhões desviados por meio de empresas de fachada.
  • Pomini nega ter repassado o valor a Stefanutto e afirma que prestou serviços ao PSB; o PSB diz que não autorizou pagamento e que seria pro bono.
  • Pomini tem mandato no Porto de Santos até o fim de 2027; o Ministério de Portos e Aeroportos não comentou sobre sua permanência no cargo; o ministro Márcio França elogia o trabalho dele.

O presidente do Porto de Santos, Anderson Pomini, é apontado pela Polícia Federal como destinatário de propina de 250 mil reais, em nome do ex-presidente do INSS Alessandro Stefanutto. O caso integra apuração sobre descontos indevidos a aposentados.

Segundo o relatório da PF, o dinheiro foi intermediado por uma empresa chamada To Hire Cars, com destinatário real identificado pelo codinome “Italiano”, ligado a Stefanutto. Houve identificação de movimentação de recursos associada ao pagamento.

O material investigado indica que Pomini recebeu o valor em outubro de 2022, em meio a uma rede de empresas intermediárias vinculadas à Conafer. A PF aponta que o montante destinava-se a Stefanutto, segundo documentos analisados.

Pomini^s defesa afirmou que os valores teriam sido recebidos por serviços prestados ao PSB, negando ter repassado o dinheiro a Stefanutto. O presidente do PSB, Carlos Siqueira, disse que o partido não autorizou pagamento algum e que a operação seria pro bono.

Cheque e intermediários

A PF aponta que o cheque de 250 mil reais foi emitido por To Hire Cars e compensado antes do prazo combinado. O documento aparece em mensagens entre Stefanutto, Cícero (operador da Conafer) e intermediários. A origem do pagamento é vinculada a conversas entre as partes.

A investigação também envolve ligações com a Conafer, associação acusada de organizar fraudes em descontos previdenciários. Segundo a PF, a Conafer recebeu centenas de milhões do INSS, com grande parte desviada por empresas de fachada.

Repercussos e desdobramentos

A PF aponta que o pagamento a Stefanutto aparece em conversas que vinculam o valor a fornecedores e operadores financeiros ligados à Conafer. O caso envolve ainda escritórios de advocacia, uma imobiliária e uma pizzaria na cadeia de pagamentos.

Pomini mantém mandato no Porto de Santos até o fim de 2027. O Ministério de Portos e Aeroportos não respondeu sobre a continuidade do gestor no cargo, e afirmou que o tema não envolve a autoridade portuária.

Contexto institucional

O PSB afirmou que não houve autorização para qualquer pagamento e que o ato seria pro bono. A postura do partido indica que não houve concordância com repasse ou recebimento por Stefanutto. O ministro Márcio França, ex-líder do PSB, comentou sobre Pomini.

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