- O PT discute a permanência de Geraldo Alckmin como vice na chapa de Lula, com racha interno após divergências na executiva de São Paulo.
- Segmentos do PT avaliam abrir alianças com o MDB, o que alimenta apostas sobre a continuidade de Alckmin.
- O líder do PSB na Câmara, Jonas Donizette, disse ser injusto com Alckmin e alertou que mudança pode gerar instabilidade política.
- O presidente nacional do PSB, João Campos, reuniu‑se com Lula no Planalto no dia 10, saindo otimista sobre a parceria.
- Campos destacou que PT e PSB manterão relação de respeito, com construção da chapa sendo discutida de forma franca entre as lideranças.
O PT enfrenta um racha interno sobre a permanência de Geraldo Alckmin como vice na chapa de Lula para as eleições deste ano. A crise ganhou força após setores da sigla defenderem a substituição do vice, enquanto o PSB reclama de tratamento injusto contra Alckmin.
A tensão ficou evidente em uma reunião da executiva do PT em São Paulo, no início desta semana, que revelou divergências sobre a composição da chapa. Parte do partido discute até uma possível aproximação com o MDB, abrindo espaço para questionamentos sobre a continuidade de Alckmin.
Para o PSB, há sinal de que a aliança pode ficar sob pressão. O líder do partido na Câmara, Jonas Donizette, criticou o que chamou de tratamento injusto a Alckmin e alertou para a instabilidade que mudanças podem provocar dentro da base aliada. Donizette também comentou que, segundo ele, Lula não tem motivo para substituir o vice, pois spaces vazios geram disputas.
O presidente nacional do PSB, João Campos, esteve no Palácio do Planalto no dia 10, em reunião de cerca de uma hora com Lula. Campos saiu da conversa dizendo estar animado e seguro quanto à manutenção da parceria entre PT e PSB, destacando a importância da relação entre Lula e o líder do partido.
Campos reforçou que a aliança é construída com base em respeito mútuo e que as tratativas são conduzidas de forma franca entre os líderes. Ele reiterou a relevância do debate para o futuro político da coalizão e para os trabalhos do governo.
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