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Bill Clinton diz ao Congresso que denunciaria Epstein se soubesse de seus crimes

Bill Clinton depõe a portas fechadas sobre vínculos com Epstein; Hillary diz ter viajado para fins filantrópicos, com 26 voos entre 2002 e 2003

La comitiva que traslada a Bill Clinton llega al teatro de Chappaqua, este viernes.
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  • Bill Clinton depõe à portas fechadas ante o Comitê de Supervisão da Câmara sobre vínculos com Jeffrey Epstein, como Hillary Clinton, que também prestou depoimento sob sigilo.
  • Hillary afirmou ter viajado com Epstein em voos filantrópicos, com registros indicando pelo menos 26 deslocamentos entre 2002 e 2003, após deixar a Casa Branca.
  • Clinton negou irregularidades e pediu desculpas pelos vínculos; os documentos do caso incluem fotos dele com mulheres com rostos borrados.
  • O comitê critica que Hillary respondeu de forma repetitiva, enquanto o republicano James Comer diz que o testemunho foi produtivo; democratas pedem que Trump também seja citado.
  • Media: foi divulgada a última operação imobiliária de Epstein antes da prisão, um riad de 14,95 milhões de dólares em Marrakesh, comprado em 5 de julho de 2019 e cancelado três dias depois; há ligações históricas com a família real marroquina.

Bill Clinton depõe ante comissão da Câmara sobre vínculos com Jeffrey Epstein. O ex-presidente dos Estados Unidos prestou depoimento a portas fechadas ao Comitê de Supervisão, em Washington, para esclarecer ligações com o financista condenado por crimes sexuais. A sessão ocorreu na sexta-feira, antes de Hillary Clinton, esposa de Bill, também ser ouvida em sessão fechada.

Hillary afirmou que viajou com Epstein em voos para fins filantrópicos, segundo registros de viagem, em pelo menos 26 ocasiões entre 2002 e 2003, já após a saída de Clinton da Casa Branca. Documentos do caso Epstein, divulgados pelo Departamento de Justiça, incluem fotos de Epstein com mulheres com rostos pixelados. Clinton tem reiterado a posição de não ter atuado de forma inadequada e expressado arrependimento pelos vínculos.

Em depoimento, Clinton negou conivência com Epstein. Em comunicado divulgado na rede social do ex-presidente, ele afirma que, tendo crescido em um lar com abuso, não teria voado com Epstein se soubesse o que ele fazia e que, se soubesse, o denunciaria e defenderia a justiça.

No Congresso, o presidente do comitê, o republicano James Comer, disse que Clinton não está acusado de crime, mas deve responder sobre a possível participação de Epstein na Fundação Clinton. Hillary Clinton confirmou encontros com Ghislaine Maxwell, associada de Epstein, em conferências ligadas à fundação, e afirmou ter interagido com Maxwell em eventos promovidos pela instituição.

Bill Clinton e Hillary Clinton devem depor em locais diferentes, com o ex-presidente em um teatro em Chappaqua, Nova York. O depoimento da ex-primeira-dama ocorreu no dia anterior, também a portas fechadas, apesar de terem pedido que fosse público. Comer prometeu divulgar vídeos e transcrições da declaração de Hillary.

Mudanças de tema e desdobramentos

Democratas destacam que o comitê deveria também ouvir o ex-presidente Donald Trump, cuja relação com Epstein é mencionada nos arquivos. Os democratas apontam que alguns envolvidos na investigação já declaram por escrito, e acusaram políticos de instrumentalizar as declarações para fins partidários.

Entre os temas em análise, está a alegação de que Epstein teria participação na Fundação Clinton. A defesa da família Clinton sustenta que os arquivos de Epstein contêm informações incompletas ou descontextualizadas, e que a investigação deve seguir estritamente os fatos verificáveis.

Também nesta semana, revelou-se a última operação imobiliária de Epstein antes de sua prisão em julho de 2019: um riad de alto padrão em Marrakech, adquirido por 14,95 milhões de dólares, pedido em julho de 2019 e cancelado três dias depois por um colaborador próximo. A notícia alimenta fokus sobre ligações internacionais do caso e possíveis refúgios fora dos EUA.

A imprensa acompanha a publicidade de novos documentos que possam esclarecer as relações entre Epstein, Maxwell e outras personalidades. O Departmento de Justiça informou que analisará o material divulgado, devendo tornar públicos os dados quando apropriado.

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