- A Corregedoria Nacional de Justiça determinou o afastamento imediato do desembargador Magid Nauef Láuar, da 9ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça de Minas Gerais.
- O CNJ identificou indícios de delitos contra a dignidade sexual supostamente praticados pelo magistrado durante atuação em Ouro Preto e Betim, em Minas Gerais.
- Ao menos cinco vítimas já foram ouvidas, uma delas no exterior, com fatos recentes que sustentam o prosseguimento das apurações.
- Nesta sexta, a Polícia Federal realizou operação de busca e apreensão contra o desembargador, com equipes no prédio do TJMG.
- As investigações começaram após denúncias de abuso sexual feitas por familiares e ex-funcionárias; o afastamento busca assegurar que as apurações transcorrem de forma livre.
A Corregedoria Nacional de Justiça (CNJ) determinou o afastamento imediato do desembargador Magid Nauef Láuar, da 9ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG). A medida envolve apuração de indícios de delitos contra a dignidade sexual praticados pelo magistrado durante sua atuação em Ouro Preto e Betim, em Minas Gerais.
Ao menos cinco vítimas já foram ouvidas, uma delas no exterior, segundo a CNJ. Mesmo com parte dos fatos atingida pela prescrição, há acontecimentos recentes que mantêm as investigações em curso, conforme trecho do relatório do órgão.
A Polícia Federal realizou busca e apreensão nesta sexta-feira, em operação autorizada pelo CNJ, com equipes no prédio do TJMG. A apuração começou a partir de denúncias de abuso sexual divulgadas por familiares e ex-funcionárias do desembargador.
Segundo o CNJ, o inquérito interno acompanha indícios no voto do magistrado que absolveu um homem acusado de estuprar uma menina de 12 anos, o que abriu novos desdobramentos sobre a conduta apontada.
O órgão reforça que procedimentos disciplinares não equivalem a culpa, mas visam preservar a credibilidade da magistratura, assegurar o funcionamento da Justiça e manter a confiança da sociedade no Poder Judiciário.
As investigações administrativas seguem sob responsabilidade da CNJ e do TJMG, com objetivo de esclarecer os fatos e manter a integridade do aparato judiciário. A apuração prossegue com base em relatos e diligências recentes.
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