- A deputada Coronel Fernanda protocolou requerimentos na CPMI do INSS para prender preventivamente Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha; José Ferreira da Silva, o Frei Chico; e converter a prisão domiciliar de Daniel Vorcaro para preventiva.
- Ela aponta risco de fuga, citando viagem de Lulinha a Madri e indícios de medidas cautelares, além de menção a possível envolvimento do presidente em fraudes ao INSS.
- O texto sustenta indícios de ligação econômica entre Lulinha e investigados, e cita delações premiadas de Virgílio Oliveira Filho e André Fidelis que teriam citado o empresário.
- No caso de Frei Chico, a deputada afirma haver risco de interferência nas investigações, com suposta participação em fraudes com assinaturas de aposentados e grande movimentação financeira entre 2019 e 2024.
- Sobre Vorcaro, a parlamentar argumenta que a prisão domiciliar seria insuficiente e solicita a conversão para preventiva, com envio rápido do caso ao Supremo Tribunal Federal e à Procuradoria-Geral da República; a sessão recente teve debates entre base e oposição.
A deputada federal Coronel Fernanda (PL-MT) protocolou requerimentos para prisões preventivas ligadas a casos envolvendo o INSS. Os pedidos incluem a prisão de Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, de José Ferreira da Silva, o Frei Chico, e a conversão da prisão domiciliar de Daniel Vorcaro para preventivas. As mensagens foram apresentadas à CPMI do INSS e ainda dependem de deliberação.
Para Lulinha, a parlamentar aponta risco de fuga, citando viagem recente a Madri, onde, segundo informações, o empresário residiria. A deputada sustenta que a saída do país, somada a notícias sobre medidas cautelares, pode comprometer a aplicação da lei penal.
Além disso, afirma que o ex-procurador do INSS Virgílio Oliveira Filho e o ex-diretor de Benefícios André Fidelis estariam em tratativas de delação premiada, com menções ao nome de Lulinha. Alega ainda indícios de ligação econômica entre o empresário e investigados.
No caso de Frei Chico, o requerimento sustenta risco de interferência nas investigações, possibilidade de influência sobre testemunhas e destruição de provas. O texto aponta fraudes envolvendo assinaturas de aposentados sob gestão do sindicato ligado a Frei Chico, com movimentação financeira bilionária entre 2019 e 2024.
Já sobre Vorcaro, controlador do Banco Master, a deputada afirma que a prisão domiciliar seria insuficiente frente a gravidade das suspeitas. Pede a conversão da medida para prisão preventiva, destacando risco de influência sobre testemunhas e dissipação de patrimônio.
A pauta solicitada pela deputada prevê ainda inclusão imediata do tema na próxima sessão da CPMI e encaminhamento ao STF com cópia à Procuradoria-Geral da República. A sessão anterior, realizada na quinta-feira, teve debates entre base governista e oposição sobre competências da CPMI.
A Gazeta do Povo procurou as defesas de Lulinha, Vorcaro e Frei Chico, bem como a assessoria do SindNapi, mas não houve retorno até o fechamento desta matéria. O espaço fica aberto para atualizações conforme novas informações surgirem.
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