- O ministro Gilmar Mendes usou o aniversário de 135 anos do Supremo para mandar recados à imprensa e promover a ideia de reação unida do tribunal diante de ataques do Parlamento.
- Mendes exaltou a abertura do inquérito das fake news como instrumento de defesa da democracia e da liberdade de imprensa, sem defender explicitamente o colega Dias Toffoli.
- Internamente, a fala foi vista como um chamado à unidade, no estilo “hoje é ele — Toffoli — amanhã pode ser qualquer um de nós”.
- A CPI do crime organizado determinou a quebra dos sigilos bancário e fiscal da empresa da família Toffoli e a convocação de dois irmãos e sócios; a obrigatoriedade de presença foi descartada pelo ministro André Mendonça.
- Toffoli tem sido aconselhado a se licenciar do Supremo, posição que ele nega; o assunto ganhou destaque após a Polícia Federal entregar relatório ao presidente do STF, Edson Fachin, com achados sobre um resort ligado à família Toffoli.
O ministro Gilmar Mendes usou o aniversário de 135 anos do Supremo Tribunal Federal como palco para enviar recados à imprensa e reunir o ânimo do corpo em meio a ataques do Parlamento. A fala ocorreu durante o evento institucional do tribunal, com tom de defesa da democracia e da liberdade de imprensa.
Mendes não fez defesa explícita de Dias Toffoli, mas destacou a abertura do inquérito das fake news como instrumento de proteção democrática. A mensagem foi entendida internamente como um chamado à unidade entre os magistrados, com a ideia de que hoje Toffoli é alvo, mas amanhã pode ser qualquer um deles.
A reação ocorre em meio a críticas ao STF por parte de diversos setores do Legislativo, que questionam decisões da corte e a atuação da Polícia Federal em casos envolvendo autoridades. A tensão entre STF e Parlamento é pauta constante desde o início do ano.
Contexto
A CPI do crime organizado determinou a quebra dos sigilos bancário e fiscal da empresa da família Toffoli. Também havia a previsão de convocação de dois irmãos e sócios do ministro, decisão que foi descartada pelo ministro André Mendonça em termos de obrigatoriedade de presença.
Segundo relatos da imprensa, Toffoli tem orientação para se licenciar do STF, orientação que ele nega, segundo aliados próximos. Essa expectativa alimenta o debate sobre a continuidade de seus trabalhos na Corte.
O eixo da controvérsia ganhou ainda mais repercussão após revelação do UOL de que a Polícia Federal entregou ao presidente do STF, Edson Fachin, um relatório com achados em aparelhos de Daniel Vorcaro, dono do Banco Master. O documento cita negócios envolvendo um resort da família Toffoli.
Entre na conversa da comunidade