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PF afirma que deputado pediu cargos para compensar caso Ceperj, segundo UOL

PF aponta que deputado Rodrigo Amorim pediu cargos para compensar vagas do Ceperj, em investigação que envolve Bacellar e Detran/Lei Seca

Rodrigo Amorim (União-RJ), deputado estadual
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  • A Polícia Federal informou ao ministro Alexandre de Moraes que o deputado Rodrigo Amorim pediu cargos para compensar vagas perdidas após o Caso Ceperj, com a solicitação localizada em planilha no computador do chefe de gabinete de Rodrigo Bacellar.
  • O Caso Ceperj revelou um esquema de cargos secretos com contratações em massa sem transparência no Ceperj e na Universidade do Estado do Rio de Janeiro.
  • Além disso, Amorim teria solicitado cargos no Departamento Estadual de Trânsito (Detran) e na Operação Lei Seca, já comandando postos nesses órgão.
  • Bacellar foi indiciado pela PF por vazamento de informações de operação policial para o ex-deputado TH Joias; Bacellar nega as acusações.
  • O caso pode levar à cassação do governador Cláudio Castro; entre os réus também estão Amorim e o então vice-governador Thiago Pampolha, que deixou o cargo para assumir vaga no Tribunal de Contas do Estado.

O deputado estadual Rodrigo Amorim (União) teria pedido cargos para compensar vagas perdidas na máquina pública fluminense, conforme relatório da Polícia Federal (PF) encaminhado ao ministro Alexandre de Moraes no fim de janeiro. A solicitação seria dirigida ao então presidente da Alerj, Rodrigo Bacellar (União).

O documento aponta que o pedido de Amorim constava em planilha encontrada no computador da sala do chefe de gabinete de Bacellar. A PF investiga o Caso Ceperj, que revelou o uso de cargos secretos no Rio de Janeiro, incluindo funções na Ceperj e na Uerj, sem transparência.

Além da reposição de vagas, o relatório afirma que Amorim pediu cargos em unidades do Detran e na Operação Lei Seca. Segundo as informações, ele já exercia controle sobre postos de trabalho nesses órgãos, antes de ampliar as solicitações.

Bacellar foi indiciado pela PF sob suspeita de vazamento de informações de operação policial para o ex-deputado TH Joias, ligado ao Comando Vermelho. A defesa do atual presidente afastado da Alerj nega as acusações, afirmando que não há elementos que comprovem participação em ilícito.

Amorim ainda não se manifestou sobre o caso. O espaço permanece aberto para seu posicionamento, sem direcionamento de perguntas a leitores.

Contexto: Ceperj e desdobramentos

O Caso Ceperj envolveu um esquema de cargos secretos, revelado pelo UOL em 2022. Relatos indicam contratações sem transparência para atender a apadrinhados de políticos, com uso eleitoral em ano eleitoral.

Cenário político recente

A ação envolve também o andamento de processos ligados ao governo estadual. O julgamento relacionado atinge o governador Cláudio Castro, com votações e pedidos de vista no TSE. Outras apurações citam o envolvimento de 12 réus, incluindo Amorim e Bacellar.

Perspectivas de ocupação de vagas

Especula-se que Amorim seja cotado para vagas abertas no TCE, o que alimenta disputas internas na Alerj e entre aliados políticos. A atuação de Amorim na Alerj é destacada como fator relevante para negociações futuras.

Indicadores da investigação

Envolvidos aparecem ligados a apadrinhamentos significativos, com relatos de cabos eleitorais atuando para deputados federais e estaduais. As apurações continuam para esclarecer se houve uso estratégico de cargos para fins políticos.

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