- A vereadora Sonaira Fernandes, do PL, usou a tribuna da Câmara Municipal de São Paulo para repudiar as declarações de Eduardo Bueno, conhecido como Peninha.
- Peninha afirmou em vídeo no YouTube que evangélicos deveriam ficar fora do processo eleitoral, o que gerou reação de lideranças religiosas e parlamentares.
- Fernandes qualificou o momento como “tempo de cristofobia” e questionou se evangélicos deveriam ter o direito ao voto cassado, citando a filha que estava na sessão.
- A parlamentar citou dados do Censo de 2022 do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística: 49,1% dos evangélicos se autodeclararam pardos, 12% pretos e 38% brancos, com mais de 60% formando pretos/pardos.
- Ela afirmou que cristãos são um povo votante e que continuarão podendo decidir qualquer eleição, em resposta às falas de Peninha.
A vereadora Sonaira Fernandes, do PL, rebateu nesta semana as declarações do escritor Eduardo Bueno, conhecido como Peninha, que sugeriu excluir evangélicos do processo eleitoral. O incidente ocorreu na Câmara Municipal de São Paulo, em meio a debates sobre liberdade religiosa e participação política.
Durante seu discurso, Fernandes acusou o que chamou de cristofobia e questionou se há rejeição aos eleitores evangélicos entre os colegas de casa. Ela ressaltou o direito de voto de pessoas de diferentes crenças e defendeu a participação política do grupo.
Contexto das declarações
Para fundamentar sua posição, a vereadora citou dados do Censo 2022 do IBGE, que apontam que 49,1% dos evangélicos se autodeclaram pardos, 12% pretos e 38% brancos. Com isso, conforme ela, há uma representatividade expressiva na população brasileira.
A parlamentar enfatizou que o grupo está disposto a participar ativamente da política, reafirmando o compromisso de evangélicos com a cidadania e o voto. A reação ao vídeo de Peninha gerou posições de lideranças religiosas e de parlamentares, que consideram as falas discriminatórias.
Desdobramentos e repercussões
Peninha publicou um vídeo em seu canal no YouTube defendendo que evangélicos deveriam permanecer apenas em atividades religiosas e não votar. As declarações provocaram críticas de líderes religiosos e de políticos, que classificaram a fala como discriminatória e excludente. As informações sobre o caso foram veiculadas por veículos de imprensa que acompanharam a repercussão.
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