- O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou se dar muito bem com Luiz Inácio Lula da Silva e que adoraria recebê-lo no país.
- A relação entre Brasil e Estados Unidos passou por tensões em 2025, incluindo tarifas americanas sobre produtos brasileiros.
- A fase de atrito se intensificou no início de 2025, com queda da relação bilateral e favorecimento de Trump por Bolsonaro gerando choque diplomático.
- Após esse período, houve reaproximação com telefonemas e mensagens diplomáticas para discutir comércio, segurança regional e cooperação; Lula e Trump conversaram por telefone em janeiro.
- No ambiente brasileiro, há cautela com o alinhamento próximo entre Trump e bolsonaristas; Trump também enviou carta pública a Bolsonaro sobre o que chamou de tratamento “terrível” ao ex-presidente.
- Em janeiro, Lula alfinetou Trump ao dizer que a América Latina não aceitará imposições externas, em resposta à invasão dos EUA na Venezuela.
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou se dar muito bem com o presidente brasileiro Luiz Inácio Lula da Silva e declarou que adoraria recebê-lo. O comentário foi feito em resposta a uma pergunta de uma jornalista brasileira durante coletiva com a imprensa.
Trump aproximou-se dos repórteres ao ser questionado sobre a relação com Lula, após um período de tensão entre Brasil e EUA. A fala reforça uma tentativa de aproximação entre os dois governos.
A relação entre Brasil e Estados Unidos tem passado por momentos de tensão desde 2025, com tarifas elevadas impostas pelos EUA a alguns produtos brasileiros. A crise gerou desgaste no início do governo de Trump, que já teve apoio público a Bolsonaro.
Em meses recentes, o diálogo voltou a ganhar ritmo, com telefonemas e mensagens diplomáticas para tratar de comércio, segurança regional e cooperação. O Brasil sinalizou interesse em avanços práticos em questões comerciais e de defesa.
Lula e Trump conversaram por telefone em janeiro, quando o brasileiro propôs mudanças em iniciativas internacionais, como o Conselho da Paz, e abordou a Venezuela após a intervenção militar dos EUA no país. Não houve data formal para um encontro em Washington.
Contexto diplomático
O governo brasileiro acompanha sinais de cautela diante de uma relação próxima entre Trump e bolsonaristas, que ainda é monitorada por autoridades brasileiras. Trump já comentou publicamente a prisão de Bolsonaro e recebeu figuras associadas ao bolsonarismo, o que alimenta o escrutínio doméstico.
Em carta publicada, Trump expressou preocupação com o tratamento dado a Bolsonaro e manifestou desejo de que o Brasil mudasse de rumo e parasse de atacarar opositores. As comunicações entre os dois lados seguem sob análise de autoridades brasileiras.
Perspectivas
Lula indicou, em tom diplomático, que o Brasil busca manter o canal aberto com os EUA para discutir cooperação regional. A possibilidade de um encontro bilateral em Washington permanece em estudo, sem data definida.
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