- A defesa política do governo reforçou a posição de que o presidente Lula permite que a Polícia Federal investigue, enquanto diz não haver provas concretas contra Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha.
- A Polícia Federal identificou cinco pagamentos de R$ 300 mil de uma empresa ligada ao Careca do INSS a uma empresa de Roberta Luchsinger, somando R$ 1,5 milhão, suspeitando que haja desvio de aposentadorias.
- Mensagens entre o Careca e um ex-sócio citam pagamentos para Roberta, com a justificativa de que era “para o filho do rapaz”, sem mencionar diretamente quem seria.
- Relatos de depoimentos indicam que haveria uma mesada de R$ 300 mil para Lulinha, para que ele ajudasse uma empresa do Careca a vender canabidiol ao Ministério da Saúde; defesa contesta a interpretação.
- Procurado pela defesa, Roberta Luchsinger afirma ter recebido pagamentos do Careca, mas que o dinheiro era lícito e não foi repassado a Lulinha; o inquérito tramita no Supremo Tribunal Federal sob a relatoria do ministro André Mendonça.
O que acontece: aliados de Lulinha, filho do presidente Lula, reforçam a defesa política do governo enquanto investigações do INSS avançam. A pauta envolve quebras de sigilo autorizadas pelo STF e pela CPI do INSS, em meio a denúncias de fraudes nas aposentadorias.
Quem está envolvido: Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha; a empresária Roberta Luchsinger; o lobista conhecido como Careca do INSS; e o ex-sócio citado nas mensagens. Também aparecem deputados e advogados ligados ao tema, incluindo representantes da base governista.
Quando: a quebra de sigilos foi autorizada em janeiro e tornada pública durante sessão da CPMI do INSS que ocorreu na quinta-feira, 26 de fevereiro. Entidades do governo destacam que Lula já autorizou a PF a investigar.
Onde: as informações se originam de investigações em Brasília, com atuação da Polícia Federal e do STF, e menções à atuação de Roberta em empresas ligadas ao Careca, em São Paulo e em contextos ligados ao Ministério da Saúde e à Anvisa.
Por que: o foco é apurar desvios de aposentadorias no INSS, supostamente envolvendo pagamentos de até 1,5 milhão de reais entre o Careca e Roberta. A defesa sustenta que não há provas contra Lulinha e que o objetivo é pressionar o governo.
As suspeitas
As investigações apontam cinco pagamentos de 300 mil reais entre a empresa do Careca e a empresa de Roberta, totalizando 1,5 milhão. A PF investiga se tais valores foram desviados de aposentadorias.
Mensagens entre Careca e ex-sócio citam pagamento de uma mesada de 300 mil para Lulinha, sem identificação explícita. Uma testemunha afirmou que a mesada visava ajudar uma empresa do Careca a vender produtos de cannabis para o Ministério da Saúde.
Relatos indicam que Roberta, em mensagens com o Careca, mencionou um envelope com o nome de um amigo durante busca e apreensão. A PF informou que o envelope continha itens como ingressos para um show, o que gerou novas perguntas sobre o contexto.
Amizades e argumentos da defesa
Um interlocutor de Lulinha diz que é improvável que o Careca tenha dito pagar mesada ao filho do presidente. Além disso, colegas próximos negam que Lulinha tenha recebido recursos do Careca para atuar junto ao Ministério da Saúde ou à Anvisa.
Advogados de Roberta confirmam recebimentos pelo Careca, mas afirmam que o dinheiro era lícito e não foi repassado a Lulinha. Eles destacam que Roberta desempenhava funções de relações institucionais, sem indicar repasse a Lulinha.
O grupo de defesa ressalta que mensagens de WhatsApp selecionadas não representam o contexto completo e que o inquérito tramita em segredo. A defesa de Lulinha já enfrentou críticas sobre fake news ligadas a ele, segundo interlocutores.
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