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Flávio e Lula articulam palanques e apontam prováveis pré-candidatos

Flávio Bolsonaro e Lula avançam com palanques estaduais; Minas, São Paulo e Rio aparecem como principais cenários de alianças para 2026

Presidente Lula (PT) e senador Flávio Bolsonaro (PL)
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  • Flávio Bolsonaro e Lula estão praticamente definidos para a disputa presidencial, com pesquisas desta semana indicando avanço de Flávio.
  • O PSD deve lançar um nome entre três pré-candidatos à Presidência: Ratinho Júnior, Eduardo Leite e Ronaldo Caiado.
  • O ex-governador de Minas Gerais, Romeu Zema, do Novo, também deve concorrer; há ainda menções de outros nomes em pesquisas, como Aldo Rebelo e Renan Santos.
  • Em Minas, Zema busca sair do cargo para disputar o governo; o vice, Mateus Simões, articula a candidatura ao governo, e Rodrigo Pacheco pode dificultar palanque de Lula no estado.
  • No Rio de Janeiro, Paes deve apoiar Lula para o governo estadual, com MDB apoiando Lula e Benedita da Silva para o Senado; no Senado, há disputa envolvendo o clã Bolsonaro e outros nomes.

Flávio Bolsonaro e Lula, dois pré-candidatos à Presidência, trabalham na montagem de palanques em vários estados com pouco mais de sete meses para as eleições. As informações indicam que as alianças estão se definindo, com foco em ampliar apoios e consolidar nomes para compor as chapas.

A atuação ocorre em meio a pesquisas que sinalizam boa performance de Flávio em cenários de segundo turno. Nomes de partidos como PSD e PL estão marcando presença nas articulações, com movimentos para ampliar a participação de figuras regionais na disputa.

Segundo o levantamento de especialistas, Minas Gerais concentra atenções: Zema pode deixar o governo para concorrer, enquanto o PSD já iniciou articulações para apoiar o governo mineiro e a chapa presidencial. Aí entram também nomes como Mateus Simões e o bolsonarismo mineiro em ascensão.

Minas Gerais na mira

No estado, o desafio envolve manter palanque sólido para Lula e abrir espaço para o senador Rodrigo Pacheco, cujo apoio é visto como peça-chave para atrair eleitorado de distintas regiões. A articulação também envolve a possibilidade de mudanças de vice na chapa de Tarcísio.

Na prática, o vice de Flávio pode ganhar força com o deputy governor de Minas, além de nomes como Roscoe à disposição para compor o governo. O cenário mineiro também envolve discussões sobre alianças com o PSL e outros partidos da base bolsonarista.

Haddad e Tarcísio devem reeditar duelo em SP

Em São Paulo, maior colégio eleitoral, Lula busca manter Haddad na disputa pelo governo, após convencimento relatado por veículos de imprensa, ainda que o ex-ministro tenha negado a participação. O PT aposta forte na possibilidade de ampliar o palanque no estado.

Simultaneamente, Simone Tebet pode disputar o Senado por São Paulo e Marina Silva também tem sinalizado interesse em disputar o Senado pelo estado, ampliando o leque de candidatos da coalizão. A ideia é fortalecer a presença do campo petista na região.

Rio deve ter Paes com Lula

No Rio de Janeiro, Eduardo Paes deve apoiar Lula no governo estadual, com Jane Reis na vice. O MDB local reforça o alinhamento com o projeto petista, enquanto a convenção partidária ainda depende de confirmação formal. O plenário do MDB aposta na tradição de alianças estáveis.

No Senado, Benedita da Silva é citada como candidata do PT ao Senado, enquanto o entorno político do Rio avalia possíveis combinações com o PMDB. O governador fluminense, Rogério Lisboa, pode compor chapa com o PSD para o Executivo, dependendo de negociações.

Bolsonarismo mira disputa ao Senado

O Senado permanece foco de articulações da base bolsonarista, com expectativa de eleger uma bancada expressiva. Líderes do PL trabalham na montagem de chapas que incluam candidatos como Michelle Bolsonaro e Bia Kicis, com o objetivo de ampliar a presença da sigla no Congresso.

Com o ex-presidente ainda detido, as negociações seguem em diferentes frentes, inclusive no Complexo da Papuda, onde políticos de destaque discutem alianças estratégicas para as eleições de 2026. A projeção é chegar a uma bancada significativa no Senado.

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