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Imóvel na Bahia leva investigação do Banco Master ao STF

Proposta de terreno em Trancoso, avaliada em R$ 250 milhões, levou o caso do Banco Master ao STF após apreensão de documentos e troca de relatoria

Caso Master foi parar no STF após documento desconexo indicar negociação de imóvel em Trancoso. (Foto: Divulgação)
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  • Caso envolve um terreno litorâneo em Trancoso, Bahia, avaliado em R$ 250 milhões, cuja documentação enviada pelo deputado federal João Carlos Bacelar ao banqueiro Daniel Vorcaro levou a investigação ao STF.
  • A apreensão de um documento em endereço ligado ao dono do Banco Master, em uma pasta timbrada da Câmara, com a participação de Bacelar, indicou foro privilegiado e justificou a transferência para o Supremo Tribunal Federal.
  • O negócio imobiliário não avançou; segundo as partes, a negociação foi cancelada após o banco enfrentar dificuldades financeiras, e Bacelar afirmou ter enviado os papéis por interesse do banco.
  • O ministro relator mudou de Dias Toffoli para André Mendonça após a PF apontar contatos anteriores entre Toffoli e Vorcaro, visando manter a imparcialidade do processo.
  • Sob Mendonça, houve maior celeridade: sigilo foi reduzido, a perícia voltou à Polícia Federal e um grupo maior de especialistas pode analisar as provas, com expectativa de conclusão em até sessenta dias.

A descoberta de uma proposta de venda de um terreno de 250 milhões de reais em Trancoso, Bahia, mudou os rumos da investigação sobre o Banco Master. O documento chegou ao STF após ser enviado pelo deputado federal João Carlos Bacelar ao banqueiro Daniel Vorcaro. A transferência ocorreu sob o argumento de foro privilegiado do parlamentar.

A PF afirmou que a apreensão ocorreu em um endereço ligado ao dono do banco, e o material envolve uma pasta timbrada da Câmara. A defesa de Vorcaro sustenta que apenas o STF tem competência para julgar o caso, devido ao foro do deputado Bacelar. O tema provocou a mudança de relatoria na Corte.

O negócio imobiliário em Trancoso, contudo, não chegou a ser concluído. Segundo envolvidos, a negociação foi cancelada em razão de dificuldades financeiras do banco. Bacelar informou ter enviado os documentos após demonstrado interesse do investidor no empreendimento.

A investigação original apura fraudes em vendas de carteiras de crédito, com o imóvel figurando entre elementos de análise. A Polícia Federal destacou que a transação não tinha relação direta com o foco inicial do inquérito, que mira irregularidades em operações de crédito.

O caso sofreu mudança de ministro relator. Dias Toffoli foi o relator sorteado inicialmente, mas afastou-se da função em fevereiro de 2026 após relatório da PF mencionar contatos entre o magistrado e Vorcaro. O processo seguiu para o ministro André Mendonça.

Sob Mendonça, houve aumento na celeridade das apurações. O sigilo foi reduzido e a perícia ganhou maior protagonismo da PF. Um grupo ampliado de peritos analisa milhares de documentos e cerca de cem aparelhos apreendidos. A expectativa é concluir as diligências em até 60 dias.

Entre os desdobramentos, não se confunde o imóvel com o episódio conhecido como Cine Trancoso. Este envolve supostas festas promovidas por Vorcaro para autoridades locais, mas trata-se de fato distinto dentro do contexto do Banco Master, ainda em apuração.

As informações de base indicam que o terreno em Porto Seguro permanece sob investigação, ao lado de other elementos que compõem o amplo inquérito sobre supostas irregularidades em carteiras de crédito. A apuração continua em andamento, com foco na origem, operação e extensão dos possíveis desvios.

– Conteúdo apurado pela Gazeta do Povo. Fontes reforçam que o material completo está detalhado na reportagem da própria publicação.

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