- Celso Amorim ligou para o presidente Lula para discutir a escalada de conflitos no Oriente Médio e avaliar possíveis iniciativas diplomáticas do Brasil.
- O governo defende uma solução negociada para reduzir tensões e acompanhar de perto os desdobramentos, com atenção a impactos diplomáticos.
- Amorim destacou a Declaração de Teerã de 2010, apresentada pelo Brasil, Turquia e Irã, como esforço anterior para diminuir a tensão nuclear, que não avançou.
- O Itamaraty divulgou nota de solidariedade às vítimas e pediu o fim das ações militares na região do Golfo.
- O ministro Mauro Vieira telefonou para o chanceler dos Emirados Árabes Unidos para tratar dos desdobramentos e do fechamento do espaço aéreo; também há preocupação com brasileiros em Dubai e Abu Dhabi, e a agenda de Lula pode sofrer alterações, incluindo a visita a Washington prevista para março.
O assessor especial da Presidência, embaixador Celso Amorim, conversou por telefone com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva sobre a escalada de conflitos no Oriente Médio. Acompanhava a avaliação de impactos e possíveis desdobramentos diplomáticos do Brasil. Lula está em Brasília; Amorim, no Rio de Janeiro.
Durante a ligação, Amorim lembrou os esforços brasileiros em 2010 para a Declaração de Teerã, junto de Turquia e Irã, para reduzir tensões no programa nuclear. A iniciativa previa custódia internacional de urânio enriquecido e combustível para pesquisas, mas foi rejeitada pelos EUA.
Avaliação de impactos
O governo brasileiro analisa os desdobramentos regionais e possíveis ações do Itamaraty, inclusive em relação aos Estados Unidos. Amorim disse que o Brasil deve se preparar para o pior cenário, diante da possibilidade de a crise se estender.
O Itamaraty divulgou nota de solidariedade às vítimas e pediu o fim de ações militares no Golfo. O governo também acompanha a situação de brasileiros em Dubai e Abu Dhabi diante de restrições de voos.
Contatos com os países da região
Ainda nesta segunda, o ministro Mauro Vieira conversou por telefone com o chanceler dos Emirados Árabes Unidos, Abdullah bin Zayed Al Nahyan. Os temas foram os desdobramentos da guerra e o fechamento do espaço aéreo regional.
Agenda internacional
Os governos brasileiro e dos Estados Unidos preparam uma visita de Estado de Lula a Washington no meio de março, com datas entre 15 e 17. A agenda pode ser alterada devido à conjuntura regional e aos efeitos do conflito.
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