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Mendonça flexibiliza ida de Campos Neto à CPI do Crime Organizado

André Mendonça transforma convocação de Roberto Campos Neto em convite na CPI do Crime Organizado, por ausência de vínculo direto com fatos apurados

O ex-presidente do Banco Central Roberto Campos Neto. Foto: Edmilson Rodrigues/Agência Senado
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  • O ministro do STF, André Mendonça, transformou em convite a convocação de Roberto Campos Neto para depor na CPI do Crime Organizado, no Senado, tornando sua participação facultativa.
  • A oitiva estava marcada para hoje, terça-feira, 3, às 9h, e visava esclarecer falhas na regulação e fiscalização bancária durante a gestão de Campos Neto (2019 a 2024).
  • A decisão considerou que não há vínculo direto entre o ex-presidente do Banco Central e os fatos apurados pela CPI, que investiga atuação de organizações criminosas e milícias.
  • Mendonça ressaltou que a convocação extrapolou o escopo da CPI e que o “fato determinado” não justificava a participação obrigatória de Campos Neto.
  • A defesa terá direito ao silêncio, assistência de advogado e garantia contra constrangimentos caso Campos Neto decida comparecer.

O ministro do STF André Mendonça trasformou a convocação de Roberto Campos Neto em convite para depor na CPI do Crime Organizado, no Senado. A decisão torna a presença do ex-presidente do Banco Central facultativa.

Campos Neto havia sido chamado para esclarecer possíveis falhas na regulação e fiscalização bancária entre 2019 e 2024, em meio a investigações envolvendo o Banco Master e a Operação Compliance Zero da Polícia Federal. A votação ocorreu nesta segunda-feira.

Ao analisar o pedido da defesa, Mendonça entendeu que não houve vínculo direto entre o ex-presidente do BC e os fatos apurados pela CPI, que investiga a atuação de organizações criminosas, facções e milícias. A justificativa da convocação não demonstrou relação concreta com os crimes.

O ministro ressaltou que a própria natureza de ex-autoridade reguladora não basta para justificar de modo obrigatório a oitiva, além de apontar que a chamada extrapolou o escopo da comissão. A decisão preserva o papel da CPI dentro de seus limites.

Direito ao silêncio foi assegurado a Campos Neto, caso ele escolha comparecer. Ele poderá permanecer em silêncio em respostas que possam implicar autoincriminação, contar com assistência de advogado e não sofrer medidas coercitivas.

Caso aceite comparecer, o ex-presidente do BC terá participação voluntária na oitiva, sem prejuízo de suas prerrogativas legais. A decisão não impede a comissão de continuar investigando com outras testemunhas, conforme o andamento dos trabalhos.

Impactos e próximos passos

A decisão de Mendonça altera o formato da oitiva marcada para terça-feira 3, às 9h, no Senado, subsidiando a atuação da CPI com maior flexibilidade. Ainda não há confirmação de participação de Campos Neto. A CPI deve seguir com as diligências previstas e novas testemunhas podem ser chamadas.

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