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Milei inicia o ano legislativo com discurso acusatório contra opositores

Milei abre o ano legislativo com discurso agressivo contra a oposição e promete reformas profundas, sinalizando choque político no Congresso

Javier Milei a su llegada al Congreso, en Buenos Aires, Argentina, este domingo.
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  • Milei abriu o ano legislativo no Congresso com um discurso agressivo contra a oposição, proferindo insultos como “ladrones” e “delincuentes”.
  • Cristina Kirchner, que cumpre prisão domiciliar por corrupção, foi alvo de críticas durante a fala presidencial.
  • o presidente chegou ao palácio acompanhado da irmã, Karina Milei; a vice-presidente Victoria Villarruel esteve presente, mas afastada.
  • ele destacou conquistas recentes, como orçamento aprovado, reforma trabalhista e redução da idade de imputabilidade para 14 anos, e sinalizou novas reformas no código civil, no sistema tributário e no código aduaneiro.
  • reforçou a abertura econômica, criticou grandes empresários e ressaltou a aliança com os Estados Unidos, mencionando Donald Trump e a renegociação com o FMI para atrair investimentos.

Na abertura do ano legislativo, o presidente argentino Javier Milei proferiu um discurso duramente crítico à oposição, marcado por ataques verbais e tom beligerante. O ato ocorreu no Congresso, com Milei e assessores próximos presentes enquanto o ambiente se tornava tenso entre parlamentares do seu partido, La Libertad Avanza, e opositores.

Milei chegou ao Palacio Legislativo pouco antes das 21h, acompanhado da irmã Karina Milei, secretária de Presidência, formando uma dupla de apoio. A vice-presidente Victoria Villarruel esteve ao lado, mas sem participação direta no discurso. O presidente enfatizou conquistas de seu governo e anunciou novas leis, mantendo o tom confrontacional durante quase duas horas.

O governo destacou avanços recentes, como a aprovação de reformas trabalhistas e a redução da idade de imputabilidade penal, além de medidas de ajuste fiscal e de orçamento. Milei afirmou ter herdado uma crise grave e apresentou números que apontam queda da inflação e redução de gastos, comparando seu governo ao anterior.

O pronunciamento revisitou a herança da gestão anterior, a qual qualificou como crise terminal. Entre críticas a figuras da oposição, o presidente citou criminalizações e responsabilização de adversários, mantendo o discurso com poucos intervalos para respostas oposicionistas.

Além de balanços, Milei esboçou planos para o segundo mandato, incluindo reformas no Código Civil e Comercial, no sistema tributário e no código aduaneiro, com foco em abertura econômica. Também reforçou a crítica a grandes empresários pela defesa de importações a baixos preços.

O presidente sustentou que Argentina detém minerais estratégicos e recursos naturais para abastecer cadeias produtivas, defendendo mudanças regulatórias para acelerar investimentos. Ele mencionou a Lei de Glaciares de forma indireta, ao defender menos entraves ambientais em prol do crescimento.

A relação com o exterior ganhou destaque, com Milei ressaltando uma aliança com o governo de Donald Trump. Segundo ele, isso ajudou a renegociar com o FMI, conter uma crise cambial e atrair investimentos. O presidente propôs ampliar vínculos com Estados Unidos como política de Estado.

Agora, Milei busca acelerar a redução do Estado e estruturar uma nova arquitetura institucional para as próximas décadas, encarando o desafio com um tom de confronto que dominou o discurso. O conjunto de medidas sinaliza continuidade de agenda de reformas profundas.

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