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Motta acelera PL da resolução bancária e adia definição sobre CPI do Master

Motta acelera votação do PL da resolução bancária, mas CPI do Banco Master permanece sem definição, mantendo incerteza sobre responsabilização

Presidente da Cãmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), ainda não decidiu sobre CPI do Master. (Foto: Kayo Magalhães / Câmara dos Deputados)
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  • Motta disse que a votação do PLP 281/2019 nesta semana seria uma “resposta prática” ao caso Banco Master, com plenário previsto para quarta ou quinta, após alinhamento com governo e setor.
  • O projeto, chamado de PL da resolução bancária, atualiza instrumentos do Banco Central, da Susep e da CVM para lidar com instituições em crise, substituindo ferramentas atuais.
  • O Banco Master foi declarado em liquidação extrajudicial pelo Banco Central em 18 de novembro de 2025, no dia em que a Polícia Federal deflagrou a operação Compliance Zero.
  • O caso envolve um esquema de fraudes no mercado de capitais; o fundador Daniel Vorcaro chegou a ser preso e, depois, solto. Foram apreendidos celulares, dinheiro e bens diversos.
  • A criação da CPI do Banco Master segue sem definição na Câmara, com parlamentares cobrando apuração paralela e aliados da presidência defendendo a prioridade ao PLP.

O presidente da Câmara, Hugo Motta, informou que a votação do PLP 281/2019, conhecido como PL da resolução bancária, deve ocorrer nesta semana. A intenção é apresentar uma resposta prática do Legislativo ao caso do Banco Master, mantendo alinhamento com o governo e o setor financeiro. O texto também prevê novos instrumentos para lidar com instituições em crise.

Motta destacou que a proposta deve ser votada no plenário na quarta (4) ou quinta-feira (5), após conversas com o governo federal, o Banco Central, a Febraban e entidades do setor. A ideia é reduzir incertezas e ampliar a segurança jurídica do mercado.

O Banco Central decretou a liquidação extrajudicial do Banco Master em 18 de novembro de 2025, no mesmo dia em que a Polícia Federal deflagrou a operação Compliance Zero. A investigação apura suposto esquema bilionário de fraudes envolvendo estruturas do mercado de capitais para ocultar prejuízos e desviar ativos.

Daniel Vorcaro, fundador da instituição, chegou a ser preso e posteriormente solto. Em duas fases da operação, foram apreendidos 52 celulares, mais de R$ 2,6 milhões em espécie, um avião avaliado em R$ 200 milhões, além de 30 armas e veículos avaliados em conjunto em mais de R$ 25 milhões.

O projeto apresentado pelo Executivo em 2019 cria dois instrumentos para socorro a instituições em dificuldade: o Regime de Estabilização (RE) e o Regime de Liquidação Compulsória (RLC). Eles substituem mecanismos hoje usados pelo BC, como intervenção, liquidação e o Raet.

Para Motta, a medida busca blindar o sistema financeiro e oferecer segurança jurídica ao mercado, associando eficiência a robustez institucional. Em entrevista à Folha, o presidente da Câmara ressaltou a necessidade de agir com cuidado institucional.

CPI segue indefinida na Câmara

Apesar do avanço do PLP, ainda não há definição sobre a criação da CPI do Banco Master. A demora concentra críticas de parlamentares que defendem uma linha de investigação paralela às apurações da Polícia Federal.

Nos bastidores, deputados apontam que o tema envolve não apenas aspectos técnicos do BC, mas também possíveis falhas de supervisão e de articulação com o mercado. Aliados da presidência defendem que a prioridade é o PLP.

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