- O deputado federal Nikolas Ferreira discursou na Avenida Paulista, criticando o Supremo Tribunal Federal e o ministro Alexandre de Moraes, defendendo que ele deve responder criminalmente por decisões, não apenas sofrer impeachment.
- Ferreira afirmou: “o destino final do Alexandre de Moraes é cadeia” e disse que o Brasil não tem medo dele, recebendo aplausos da plateia.
- O discurso também atacou o ministro Dias Toffoli e vinculou Moraes e Toffoli às investigações sobre o Banco Master, insistindo que derrubar um não impediria o movimento.
- O ato integra o movimento “Acorda Brasil” e contou com participação de pelo menos vinte cidades; na Paulista, a concentração chegou a cerca de 20,4 mil pessoas no horário de pico.
- Reações oficiais chegaram rapidamente: a ministra Gleisi Hoffmann classificou o ato como tentativa de golpe, enquanto o líder do governo na Câmara, José Guimarães, chamou as manifestações de “flopada histórica e vergonhosa”; ao final, houve um minuto de silêncio pelas chuvas em Minas Gerais, que deixaram mais de 60 mortos.
O deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) fez um discurso contundente durante ato na Avenida Paulista, neste domingo (1º). Ele atacou o STF, com foco no ministro Alexandre de Moraes, ao defender que o magistrado deve responder criminalmente, não apenas por impeachment. O tom foi de cobrança direta e desafiadora.
Ferreira afirmou que o destino de Moraes não seria apenas o impeachment, mas a prisão, e disse que o Brasil não teme o ministro. Em tom afirmativo, exaltou que o movimento não recuaria diante de pressões. O discurso incluiu críticas ao que chamou de condutas do ministro.
Durante a fala, o deputado utilizou expressões pejorativas direcionadas a Moraes, ressaltando, porém, a fé evangélica. Afirmou que prisões de apoiadores de Jair Bolsonaro não enfraqueceriam o movimento, destacando a continuidade popular independente de mudanças políticas.
Além de Moraes, Ferreira citou nominalmente o ministro Dias Toffoli, associando-os a investigações envolvendo o Banco Master. Atribuiu aos integrantes da Corte a capacidade de derrubar governos, sugerindo uma cadeia de consequências caso ocorram mudanças no tribunal.
Mobilização Nacional
Nesta manhã, Ferreira já havia participado de ato em Belo Horizonte, elevando o tom do movimento Acorda Brasil, que mobilizou mais de 20 cidades. Estima-se que a Paulista tenha concentrado até 20,4 mil pessoas no peak, segundo o Monitor do Debate Político da USP/Cebrap e a ONG More in Common.
Entre as pautas, estavam o apoio à candidatura de Flávio Bolsonaro (PL-RJ), a derrubada de vetos ao projeto da Dosimetria e o impeachment de Lula e de Toffoli, Moraes e Gilmar Mendes. O movimento também reivindicou mudanças em propostas legislativas.
Reações do Governo
A agenda gerou reação imediata do governo. A ministra Gleisi Hoffmann (Relações Institucionais) chamou o ato de tentativa de emular besteiras e afirmou que bolsonaristas foram às ruas após a eleição. Guilherme Boulos, da Secretaria-Geral, ironizou discurso envolvendo a política de 2027.
O líder do governo na Câmara, José Guimarães, classificou as manifestações como francamente negativas e disse que o povo cansou de discursos vazios e de ódio. Parlamentares governistas minimizaram a adesão pública, comparando-a a atos de opositores anteriores.
Ao final do discurso, Ferreira pediu um minuto de silêncio pelas vítimas das chuvas em Minas Gerais, que deixaram mais de 60 mortos, encerrando a agenda pública do ato naquele momento.
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