Em Alta Copa do Mundo NotíciasAcontecimentos internacionaisPessoasPolíticaConflitos

Converse com o Telinha

Telinha
Oi! Posso responder perguntas apenas com base nesta matéria. O que você quer saber?

PL Antifacção inviabilizado por cortes de verba e erros do governo

Projeto Antifacção fica inviável sem R$ 30 bilhões para facções, com centrão dominando votações e falhas de coordenação do governo, plano desmorona

Parlamentares comemoram com Guilherme Derrite (PP-SP) a aprovação do PL Antifacção na Câmara
0:00
Carregando...
0:00
  • O PL Antifacção ficou inviável após o corte de R$ 30 bilhões destinados ao combate às facções; a taxação das bets foi retirada por caciques do centrão.
  • O Centrão assumiu o controle do texto, com o presidente da Câmara, Hugo Motta, e o relator Guilherme Derrite, gerando mudanças que deixaram o projeto com viés da direita.
  • A oposição afirma que falhas do governo, especialmente de Ricardo Lewandowski e Rui Costa, comprometeram a condução do debate e a articulação política.
  • Houve disputa interna no Planalto, com tentativas de criar secretarias e reaprovar pontos, mas sem sucesso, levando a média de apoio a minguar.
  • O resultado final é o projeto sem verba efetiva, apenas protocolo de intenções; resta a possibilidade de veto parcial por parte de Lula, sujeito a nova tramitação no Congresso.

O PL Antifacção foi inviabilizado por cortes de verba e por erros do governo, segundo autoridades ligadas à segurança pública. A proposta previa R$ 30 bilhões para financiar o combate às facções criminosas, provenientes da taxação de apostas.

Parlamentares da esquerda criticam a retirada do imposto das bets, apontando que o Centrão dominou a tramitação. O projeto chegou a ter três votações, com resultados desfavoráveis ao governo em todas as etapas.

A piora ocorreu desde a concepção do texto, com críticas a quem conduziu o processo. Parlamentares afirmam que o então ministro da Justiça, Ricardo Lewandowski, errou ao acreditar no potencial de condução do debate no Congresso.

A gestão do Planalto também é alvo de críticas. A cúpula do governo não conseguiu unificar posição entre Planalto e Congresso, o que contribuiu para que a proposta perdesse fôlego.

A operação do Centrão foi facilitada por interferências em várias frentes. O presidente da Câmara, Hugo Motta, assumiu a condução do texto e alinhou-o à pauta que favorecia os interesses da bancada, inclusive relativos às bets.

Relator escolhido, Guilherme Derrite, teve atuação contestada pela oposição. Cinco textos foram apresentados, com falhas apontadas por diferentes forças, mas sem consenso para avançar com o financiamento prometido.

A estratégia de votação simulada foi usada para encerrar o tema sem registrar votos individualmente. A manobra contou com apoio de Motta e expôs dificuldades de coordenação entre Executivo e Legislativo.

Desdobramentos no Congresso

A retirada do custeio para as facções transformou o PL em um protocolo de intenções, segundo autoridades de segurança. A ausência de verba é vista como obstáculo a ações efetivas contra o crime organizado.

Críticas também recaem sobre Rui Costa, ministro da Casa Civil, apontado como responsável por não coordenar melhor os interesses do governo. Técnicos disseram que taxar as bets não seria viável de forma prática.

No Ministério da Justiça, o ministro Wellington Cesar Lima e Silva enfrentou resistência diante de encontros com Derrite. O episódio é citado como exemplo de fratura entre governo e Congresso durante a tramitação.

O governo ainda pode usar o veto presidencial para ajustar o texto, mas existe o risco de o Congresso derrubar eventuais vetos ou exigir negociações adicionais. As consequências políticas reunem críticas de aliados e adversários.

Comentários 0

Entre na conversa da comunidade

Os comentários não representam a opinião do Portal Tela; a responsabilidade é do autor da mensagem. Conecte-se para comentar

Veja Mais