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Presidente da CPMI do INSS afirma que PF filtra dados de Vorcaro

Presidente da CPMI do INSS acusa PF de filtrar dados de Vorcaro por ordem de Mendonça, limitando provas a empréstimos consignados

presidente da CPMI - INSS, senador Carlos Viana (Podemos-MG); relator da CPMI - INSS, deputado Alfredo Gaspar (União-AL). Foto: Carlos Moura/Agência Senado
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  • O presidente da CPMI do INSS, senador Carlos Viana, afirmou que a Polícia Federal estaria filtrando informações sobre o Banco Master e Daniel Vorcaro antes de enviar à comissão.
  • Segundo Viana, a triagem seria determinada pelo ministro do STF André Mendonça e visa manter apenas dados ligados aos empréstimos consignados investigados pela CPMI.
  • O senador disse ter recebido a informação de que o material é analisado pelo diretor-geral da PF, Andrei Rodrigues.
  • Em fevereiro, Mendonça determinou que as provas decorrentes das quebras de sigilo do dono do Master fossem compartilhadas com a CPMI, revogando decisão de Dias Toffoli publicada em dezembro.
  • Viana afirmou que não está claro no despacho de 20 de fevereiro que a PF deva aplicar filtro e que a CPMI busca receber os documentos sem restrições de posição, parentesco ou condição financeira.

O presidente da CPMI do INSS, senador Carlos Viana, afirmou que a Polícia Federal estaria filtrando informações sobre o Banco Master e seu dono, Daniel Vorcaro, antes de encaminhá-las ao colegiado.

Segundo o parlamentar, a triagem tería sido determinada pelo ministro do STF André Mendonça, com a finalidade de limitar o material ao que tenha relação com as investigações sobre descontos ilegais em benefícios de aposentados e pensionistas.

Viana disse ter recebido informações do diretor-geral da PF, Andrei Rodrigues, de que há uma separação prévia dos arquivos. Alega que o ideal seria receber todo o material, mas haveria orientação de filtrar conforme o foco da CPMI.

No fim de fevereiro, Mendonça determinou que as provas results das quebras de sigilo do dono do Master fossem compartilhadas com a CPMI, revogando decisão anterior do relator Dias Toffoli. A ordem ampliou o acesso aos materiais.

O presidente da CPMI, porém, contesta que o despacho assinado no dia 20 pelo magistrado preveria esse tipo de filtro. Afirmou que a investigação precisa abranger documentos relevantes independentemente de vínculos, parentescos ou condições financeiras.

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