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Viana pressiona governo pela prorrogação da CPMI do INSS

Viana pressiona pela prorrogação da CPMI do INSS e ameaça recorrer ao STF se decisão não sair até quarta; PF e depoimentos em foco

Presidente da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito do INSS " 2025 (CPMI " INSS), senador Carlos Viana (Podemos-MG) (Foto: Carlos Moura/Agência Senado)
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  • O presidente da CPMI do INSS, o senador Carlos Viana, criticou a base governista e disse que a derrota do governo ocorreu pela falta de articulação; ele aguarda resposta da Presidência do Senado sobre a prorrogação da CPMI e pode recorrer ao STF se não houver decisão.
  • Em coletiva, Viana afirmou que os trabalhos continuam, apesar da confusão na semana passada, e que a comissão precisa de providências da Polícia Federal para acesso a documentos sigilosos.
  • Na segunda-feira, o presidente da Dataprev, Rodrigo Ortiz, pediu adiamento por estar fora de Brasília; ele deve comparecer na quinta-feira para esclarecer falhas tecnológicas e de segurança que teriam facilitado fraudes contra aposentados.
  • Sobre o advogado Cecílio Galvão, há pedido de condução coercitiva aprovado em Pernambuco, São Paulo e no Distrito Federal; o pedido de dispensa foi negado e a comissão sustenta que a convocação não se deve à atividade profissional, mas às relações contratuais sob investigação.
  • A depoente Aline Cabral, apontada como ex-secretária e peça-chave na estrutura operacional, é a única ouvida hoje, mas tem habeas corpus concedido pelo STF para permanecer em silêncio; Viana mencionou tratar com a PF sobre documentos da quebra de sigilo de Daniel Rocaro e pediu esclarecimentos sobre filtros.

O presidente da CPMI do INSS, senador Carlos Viana, criticou nesta segunda-feira a atuação da base governista na comissão, atribuindo a derrota do governo à falta de articulação. Ele informou que aguarda resposta da Presidência do Senado sobre a prorrogação da CPMI e sinalizou possibilidade de levar o tema ao STF se não houver decisão sobre a continuidade dos trabalhos.

Em coletiva, Viana disse que os trabalhos seguem, apesar da confusão na semana passada. A CPMI aguarda providências da Polícia Federal para acesso a documentos sigilosos, disse o senador. Sobre as oitivas desta segunda, o presidente da Dataprev, Rodrigo Ortiz, pediu adiamento por estar fora de Brasília e deve comparecer na quinta-feira (5).

Ortiz deverá esclarecer falhas tecnológicas e de segurança que, segundo apontam, favoreceram um esquema de fraudes contra aposentados. Já no caso do advogado Cecílio Galvão, há pedido de condução coercitiva aprovado em Pernambuco, São Paulo e no Distrito Federal. A comissão rejeitou dispensa com base em prerrogativas profissionais, mantendo o foco nas relações contratuais do investigado.

“Assim que a Polícia Federal localizar, teremos a informação e definiremos a data da oitiva”, afirmou Viana. A deposta Aline Cabral, apontada como ex-secretária e peça-chave na operação do empresário conhecido como Careca do INSS, será ouvida, mesmo contando com habeas corpus do STF para permanecer em silêncio.

Documentos, filtros e papel da PF

O senador relatou ter conversado com o diretor-geral da Polícia Federal, delegado Andrei Rodrigues, sobre a entrega de documentos relativos à quebra de sigilo de Daniel Rocaro. Segundo Viana, a decisão de Mendonça não autoriza filtros prévios na PF, mas o gabinete do ministro orienta envio apenas de informações sobre consignados. A Advocacia do Senado foi acionada para esclarecer a questão.

O objetivo é receber os arquivos completos, afirmou o parlamentar, que criticou eventuais filtros impostos pela PF. A CPMI já acionou medidas para assegurar acesso integral aos documentos relevantes à investigação.

Prorrogação e postura institucional

Viana enviou um ofício formal para pedir a prorrogação da CPMI e aguarda resposta. Se não houver decisão até quarta-feira (4), o senador afirmou que recorrerá ao STF. Ele destacou que, ao todo, 80 requerimentos já aprovados devem embasar um relatório técnico e embasado.

A prioridade é concluir as oitivas e finalizar o trabalho, segundo o senador. Em relação às críticas de parcialidade, ele negou avanços de temas não relacionados à investigação e afirmou que não permitirá que a CPMI vire palanque eleitoral.

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