- O presidente do Senado, Davi Alcolumbre, manteve a votação da CPMI do INSS que determinou a quebra de sigilo de Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, filho do presidente Lula, negando recurso do PT.
- Houve confusão na sessão: Rogério Correia (PT) partiu para cima do relator Alfredo Gaspar e empurrou Luiz Lima (Novo), levando a suspensão da transmissão da TV Senado.
- A quebra de sigilo foi pedida pelo relator, com base em representação da Polícia Federal, para apurar possível recebimento de repasses no esquema de fraudes no INSS.
- A votação foi simbólica: dos 31 presentes, sete votaram contrários; a base afirma que 14 de 21 membros manifestaram-se contra a quebra.
- A Polícia Federal aponta três menções a Lulinha nos autos, incluindo possíveis vínculos com o lobista Careca do INSS, e indícios de pagamentos e passagem de terceiros em operações associadas.
O presidente do Senado, Davi Alcolumbre, manteve a votação da CPMI do INSS que autorizou a quebra de sigilo de Fábio Luís Lula da Silva, conhecido como Lulinha, filho do presidente Lula. A decisão ocorreu durante sessão da CPMI.
Alcolumbre negou o recurso apresentado pelo PT contra a votação, afirmando que não havia evidência suficiente para reconsiderar o resultado. O parecer do relator Alfredo Gaspar determinou a quebra de sigilo com base em representação da Polícia Federal.
Após a aprovação dos requerimentos, houve bate-boca entre parlamentares da base governista e oposição. Rogério Correia avançou sobre o relator, enquanto Luiz Lima reagiu com agressões, interrompendo a sessão e suspendendo a transmissão da TV Senado.
O objetivo da quebra de sigilo, segundo o relator, é verificar se Lulinha teria recebido repasses no esquema de fraudes no INSS. A votação foi simbólica: entre 31 presentes, sete votaram contra, segundo a mesa da CPMI, com relato de que 14 dos titulares votaram contra entre 21 votos válidos.
Paulo Pimenta, do PT, afirmou haver fraude na contagem da votação. O presidente da CPMI, senador Carlos Viana, rejeitou a acusação, dizendo que a contagem foi regular. Ele destacou que a pauta foi aprovada integralmente, declarando que o governo perdeu a votação.
Decisões de quebra de sigilo aprovadas por CPMIs possuem poderes de investigação, com base na Constituição, o que permite determinar sigilos bancário, fiscal, telefônico e de dados sem autorização judicial prévia. Órgãos devem cumprir as determinações da comissão.
Segundo a Polícia Federal, há três menções ao nome de Lulinha nos autos. Um ex-sócio de Careca do INSS afirmou que ele seria sócio de lobista em projeto de cannabis medicinal e recebeu 25 milhões de reais, além de uma possível mesada de 300 mil reais.
A PF também apontou emissão de passagens aéreas com o mesmo localizador para Lulinha e Roberta Luchsinger, o que indicaria compra conjunta e reforçaria o vínculo entre ambos. Não há informações sobre quem pagou os bilhetes.
Roberta Luchsinger aparece na operação Sem Desconto, conforme a PF. Ela integraria o núcleo político do grupo liderado por Careca do INSS e atuaria na movimentação de valores e na gestão de estruturas empresariais para ocultação de patrimônio.
Há interceptações em que Careca do INSS orienta pagar 300 mil reais para “o filho do rapaz”. O relator entende que a PF vê referência direta a Lulinha, sugerindo possível atuação como sócio oculto do lobista.
Segundo reportagem do Estadão, Lulinha teria confirmado que a viagem a Portugal foi paga pelo Careca. A viagem e a hospedagem teriam sido custeadas por Antonio Carlos Camilo Antunes.
Este texto está em atualização. Fontes oficiais e demais registros seguem sendo apurados para esclarecer os fatos e as implicações legais.
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