Em Alta Copa do Mundo NotíciasAcontecimentos internacionaisPessoasPolíticaConflitos

Converse com o Telinha

Telinha
Oi! Posso responder perguntas apenas com base nesta matéria. O que você quer saber?

Alcolumbre mantém votação que autorizou quebra de sigilo de Lulinha

Alcolumbre mantém votação da CPMI do INSS que autorizou a quebra de sigilo de Lulinha, com sessão tumultuada e contagem contestada

O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP)
0:00
Carregando...
0:00
  • O presidente do Senado, Davi Alcolumbre, manteve a votação da CPMI do INSS que determinou a quebra de sigilo de Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, filho do presidente Lula, negando recurso do PT.
  • Houve confusão na sessão: Rogério Correia (PT) partiu para cima do relator Alfredo Gaspar e empurrou Luiz Lima (Novo), levando a suspensão da transmissão da TV Senado.
  • A quebra de sigilo foi pedida pelo relator, com base em representação da Polícia Federal, para apurar possível recebimento de repasses no esquema de fraudes no INSS.
  • A votação foi simbólica: dos 31 presentes, sete votaram contrários; a base afirma que 14 de 21 membros manifestaram-se contra a quebra.
  • A Polícia Federal aponta três menções a Lulinha nos autos, incluindo possíveis vínculos com o lobista Careca do INSS, e indícios de pagamentos e passagem de terceiros em operações associadas.

O presidente do Senado, Davi Alcolumbre, manteve a votação da CPMI do INSS que autorizou a quebra de sigilo de Fábio Luís Lula da Silva, conhecido como Lulinha, filho do presidente Lula. A decisão ocorreu durante sessão da CPMI.

Alcolumbre negou o recurso apresentado pelo PT contra a votação, afirmando que não havia evidência suficiente para reconsiderar o resultado. O parecer do relator Alfredo Gaspar determinou a quebra de sigilo com base em representação da Polícia Federal.

Após a aprovação dos requerimentos, houve bate-boca entre parlamentares da base governista e oposição. Rogério Correia avançou sobre o relator, enquanto Luiz Lima reagiu com agressões, interrompendo a sessão e suspendendo a transmissão da TV Senado.

O objetivo da quebra de sigilo, segundo o relator, é verificar se Lulinha teria recebido repasses no esquema de fraudes no INSS. A votação foi simbólica: entre 31 presentes, sete votaram contra, segundo a mesa da CPMI, com relato de que 14 dos titulares votaram contra entre 21 votos válidos.

Paulo Pimenta, do PT, afirmou haver fraude na contagem da votação. O presidente da CPMI, senador Carlos Viana, rejeitou a acusação, dizendo que a contagem foi regular. Ele destacou que a pauta foi aprovada integralmente, declarando que o governo perdeu a votação.

Decisões de quebra de sigilo aprovadas por CPMIs possuem poderes de investigação, com base na Constituição, o que permite determinar sigilos bancário, fiscal, telefônico e de dados sem autorização judicial prévia. Órgãos devem cumprir as determinações da comissão.

Segundo a Polícia Federal, há três menções ao nome de Lulinha nos autos. Um ex-sócio de Careca do INSS afirmou que ele seria sócio de lobista em projeto de cannabis medicinal e recebeu 25 milhões de reais, além de uma possível mesada de 300 mil reais.

A PF também apontou emissão de passagens aéreas com o mesmo localizador para Lulinha e Roberta Luchsinger, o que indicaria compra conjunta e reforçaria o vínculo entre ambos. Não há informações sobre quem pagou os bilhetes.

Roberta Luchsinger aparece na operação Sem Desconto, conforme a PF. Ela integraria o núcleo político do grupo liderado por Careca do INSS e atuaria na movimentação de valores e na gestão de estruturas empresariais para ocultação de patrimônio.

Há interceptações em que Careca do INSS orienta pagar 300 mil reais para “o filho do rapaz”. O relator entende que a PF vê referência direta a Lulinha, sugerindo possível atuação como sócio oculto do lobista.

Segundo reportagem do Estadão, Lulinha teria confirmado que a viagem a Portugal foi paga pelo Careca. A viagem e a hospedagem teriam sido custeadas por Antonio Carlos Camilo Antunes.

Este texto está em atualização. Fontes oficiais e demais registros seguem sendo apurados para esclarecer os fatos e as implicações legais.

Comentários 0

Entre na conversa da comunidade

Os comentários não representam a opinião do Portal Tela; a responsabilidade é do autor da mensagem. Conecte-se para comentar

Veja Mais