- A CPI do Crime Organizado cancelou a sessão marcada para esta terça-feira, que ouviria Roberto Campos Neto e João Carlos Mansur.
- O ministro André Mendonça converteu a convocação de Campos Neto em convite, tornando sua presença facultativa.
- O ministro Flávio Dino garantiu a Mansur o direito ao silêncio, a não firmar compromisso de dizer a verdade e a assistência de advogado durante a oitiva.
- A defesa de Mansur informou à CPI que ele não compareceria e manifestou interesse em remarcar o depoimento; a sessão foi suspensa.
- Mansur é investigado pela Polícia Federal em dois processos ligados à Reag: a Operação Carbono Oculto e a segunda fase da Operação Compliance Zero.
A CPI do Crime Organizado cancelou a sessão prevista para esta terça-feira, 3, que ouviria Roberto Campos Neto e João Carlos Mansur. Decisões do STF esvaziaram a obrigatoriedade de depoimentos e o colegiado optou por interromper o encontro.
Na véspera, o ministro André Mendonça converteu a convocação de Campos Neto em convite, tornando sua presença facultativa. Na manhã desta terça, Flávio Dino garantiu a Mansur o direito ao silêncio, assistência de advogado e proteção contra constrangimentos.
Mansur informou previamente à CPI que não compareceria e pediu remarcação do depoimento. O relator, senador Alessandro Vieira, confirmou a ausência do empresário, que é investigado em duas frentes ligadas à Reag.
Situação de Campos Neto
Para Campos Neto, Mendonça entendeu que não havia vínculo direto entre o ex-presidente do BC e os fatos apurados pela CPI. A conversão para convite permite que ele decida se comparece ou não, com possibilidade de permanecer em silêncio e ter defesa. Caso vá ao Senado, manterá esses direitos.
A Secretaria da CPI deve entrar em contato com o advogado de Mansur para remarcar a oitiva, prevista para a próxima semana, conforme anunciou o presidente Fabiano Contarato. A comissão reforça a continuidade dos trabalhos investigativos.
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