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Girão acusa STF de interferência e quebra sigilo do cunhado de Vorcaro

Girão mantém pedido de quebra de sigilo de cunhado de Vorcaro e critica STF por suposta interferência em CPI do Banco Master

Senador Eduardo Girão (Novo-CE). (Foto: Carlos Moura/Agência Senado)
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  • Girão afirmou que vai insistir na quebra de sigilo de Fabiano Zettel, cunhado de Daniel Vorcaro, no âmbito das apurações do Banco Master, após Zettel ter entrado com habeas corpus para não depor na CPI do Crime Organizado.
  • O objetivo é ouvir Zettel por sua relação familiar e profissional com Vorcaro, dono do Banco Master, considerado alvo da Operação Compliance Zero, que investiga possível lobby ou tráfico de influência.
  • O senador criticou decisões do Supremo Tribunal Federal que, segundo ele, atrapalham as investigações, citando Gilmar Mendes e Dias Toffoli.
  • Ele disse ter recorrido de uma decisão que, na visão dele, impediu a quebra de sigilo da empresa Maridt, ligada a familiares de Toffoli, alegando que haveria recebimento de valores do Banco Master.
  • A oposição trabalha pela criação de uma Comissão Parlamentar de Inquérito específica sobre o Banco Master; Girão afirma que apenas a CPI do Banco Master teria poderes para apurar responsabilidades de agentes públicos com foro privilegiado.

O senador Eduardo Girão (Novo-CE) afirmou nesta terça-feira (3) que vai insistir na quebra de sigilo de Fabiano Zettel, apontado como cunhado de Daniel Vorcaro, no âmbito das apurações sobre o Banco Master. O pedido ocorreu após Zettel obter habeas corpus para não depor na CPI do Crime Organizado, sob o argumento de ser investigado e ter direito a não produzir provas contra si.

A linha de investigação envolve a relação entre o círculo familiar e profissional de Zettel com Vorcaro, dono do Banco Master e alvo da Operação Compliance Zero. A CPI apura possível lobby ou tráfico de influência envolvendo o banco e agentes públicos.

Girão criticou decisões do STF que, segundo ele, atrapalham as investigações. O senador disse que há risco de mais cancelamentos com interferências do tribunal na comissão, mas afirmou que não desistirá.

Interferência do STF e desdobramentos

Girão citou nominalmente os ministros Gilmar Mendes e Dias Toffoli. Segundo o senador, Mendes teria decidido pela manutenção do sigilo da empresa Maridt, relacionada a familiares de Toffoli, que teria recebido valores do Banco Master.

O parlamentar classificou a decisão como corporativismo e informou ter recorrido. Ele reiterou que há interesse em convocar familiares de ministros e afirmou haver dever moral de aprofundar as apurações.

“Temos o dever moral de descortinar o crime organizado na maior fraude do sistema financeiro do Brasil”, afirmou Girão, sem concluir sobre consequências para políticas públicas.

Contexto do tema no Congresso

A oposição debate a criação de uma CPMI específica para o Banco Master. A proposta busca ampliar poderes investigativos sobre possíveis irregularidades no sistema financeiro, incluindo agentes públicos com foro privilegiado.

Girão diz que apenas a CPMI do Banco Master teria condições de aprofundar as apurações. Segundo ele, o número de assinaturas no Senado já seria suficiente para encaminhar o pedido.

O senador cobrou do presidente do Senado, Davi Alcolumbre, que haja avanço em pedidos de impeachment contra ministros do STF, argumentando que o Senado precisa responder institucionalmente às denúncias.

Situação atual

Até o momento, não houve manifestação pública dos ministros citados nem de Zettel. O espaço fica aberto para posicionamentos oficiais e novas informações sobre o andamento da CPI e das apurações ligadas ao caso.

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