- O governo elevou o Imposto de Importação sobre mais de 1.200 produtos, incluindo eletrônicos e itens de informática, no início de fevereiro.
- Na sequência, houve recuo parcial: o governo revogou o aumento de 120 itens, entre eles smartphones e peças de computador, mantendo a maioria das mudanças.
- Às 22h, o perfil oficial do governo publicou um vídeo do vice‑presidente Geraldo Alckmin dizendo que as notícias sobre o aumento seriam falsas.
- Parlamentares da oposição reagiram, dizendo que houve recuo apenas parcial e chamando as informações de “fake news”.
- O governo negou recuo completo e afirmou que houve manutenção de isenções e que apenas alguns itens tiveram ajuste revertido; o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, defendia o aumento.
O governo federal elevou o Imposto de Importação de mais de 1.200 produtos no início de fevereiro, incluindo eletrônicos e itens de informática. Dias depois, recuou parcialmente e passou a tratar a informação de alta tributária como “fake news”.
A medida afetou smartphones, peças de computador e outros itens, provocando forte negativa nas redes sociais. A assessoria do MDIC informou o recuo do aumento em 120 itens na tarde de sexta (27). À noite, o governo publicou um vídeo do vice-presidente Geraldo Alckmin negando a eleição de alta no imposto.
O vídeo de Alckmin saiu às 22h e teve milhões de visualizações, segundo relatos oficiais. O discurso afirma que não houve aumento de imposto sobre os produtos citados e que as notícias seriam falsas. Parlamentares da oposição reagiram com críticas públicas.
A oposição contestou a versão oficial, citando números diferentes e dizendo que houve aumento para um conjunto maior de itens. Os parlamentares também questionaram o ritmo de retratação do governo nas redes. Há quem sustente que a reversão foi restrita e parcial.
No sábado, o governo manteve a posição de que não houve recuo. Em mensagens públicas, o governo alegou que apenas alguns itens mantiveram isenções existentes, e que não houve aumento geral para os itens eletrônicos.
Antes do episódio, o Ministério da Fazenda já havia defendido a alta, em nota técnica de início de fevereiro. O argumento era de que a medida compensaria reduções anteriores de alíquotas e protegeria a indústria nacional sem elevar preços para o consumidor.
A crise chegou em um momento de fragilidade de popularidade de Lula nas pesquisas. A gestão busca reduzir danos eleitorais, após a repercussão negativa nas redes. O episódio é visto como teste de comunicação do governo em ambiente de tensão política.
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