- Investigação aponta que o lobista Careca do INSS pagou passagens e hospedagem em Portugal para Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, em novembro de 2024, para conhecer técnicas de cannabis medicinal em Aveiro.
- Embora o caso envolva o nome de Lulinha, a PF não tem confirmação de participação direta dele no esquema de desvios do INSS; a relação com o INSS ainda não foi comprovada.
- Documentos indicam que houve interesse em investir em produção de cannabis medicinal em Portugal, com contrato para comprar um galpão avaliado em mais de 2,5 milhões de euros e sinal de cerca de 100 mil euros, mas o negócio não avançou.
- Lulinha nega envolvimento, afirma não ter atuado no INSS nem sido sócio do lobista, e disse que eventual esclarecimento será feito ao Supremo Tribunal Federal; a defesa não comentou o caso.
- A CPMI do INSS aprovou a quebra de sigilo de Lulinha, para apurar possível recebimento de “mesadas” de até mil reais mensais, com dados bancários e fiscais sob análise para confirmar ou descartar repasses.
O caso envolve o pagamento de passagens e hospedagem em Portugal ao empresário Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, supostamente financiados pelo lobista Antônio Carlos Camilo Antunes, o Careca do INSS. A PF e a CPMI do INSS devem apurar a possível ligação com fraudes no órgão.
Embora não haja investigação formal sobre Lulinha, depoimentos e mensagens mencionam seu nome. Não há confirmação de irregularidade direta envolvendo seu deslocamento a Portugal em novembro de 2024.
A polícia aponta que o destino pode ter relação com uma operação de cannabis medicinal, mas não há provas conclusivas de desvio de recursos do INSS relacionados a essa viagem. A PF mantém cautela.
Contexto da investigação
Interlocutores próximos a Lulinha disseram que ele teria viajado em classe executiva com Antunes, com despesas pagas pelo lobista, para conhecer técnicas de produção de cannabis na região de Aveiro. O filho do presidente nega participação no esquema.
Relatos indicam que Lulinha não fechou negócio nem recebeu valores do Careca do INSS, segundo a defesa publicada pelo Estadão. A PF não confirma nenhuma participação direta dele nos desvios.
Documents apreendidos sugerem que Antunes assinou contrato para um galpão em Portugal, visando investir na cannabis. O local visitado com Lulinha seria o mesmo, segundo as investigações. O montante envolvido supera 2,5 milhões de euros.
O que está em jogo na CPMI
A CPMI aprovou a quebra de sigilo bancário e fiscal de Lulinha, ampliando o escrutínio sobre repasses a supostos familiares. A PF requer a análise de dados para confirmar ou descartar pagamentos periódicos ou “mesadas”.
Adriana Ventura, da Comissão, afirma que os extratos devem mostrar a origem e o uso de recursos. Ainda não estão integralmente disponibilizados à CPMI, o que gera cautela entre os membros diante da situação.
A defesa de Lulinha continua pedindo que as informações sejam tratadas no STF, foro adequado para o caso. Fontes ligadas às investigações não descartam novos desdobramentos e testemunhos.
A PF reforça que as hipóteses ainda dependem de confirmação técnica. A universidade de documentos vindos da quebra de sigilo deve ocorrer ainda neste mês, com relatórios parciais previstos.
Entre na conversa da comunidade