- Janja da Silva afirmou ter sido assediada duas vezes enquanto era primeira-dama, destacando insegurança para as mulheres.
- A declaração ocorreu durante debate sobre o aumento de feminicídios no Brasil no programa Sem Censura, da TV Brasil.
- Em 2025, o Brasil registrou recorde de feminicídios, com 1.470 casos, superando os 1.464 de 2024, conforme o Ministério da Justiça e Segurança Pública.
- O presidente Lula tem adotado discurso mais duro contra o crime e coordena a criação de um pacto nacional para enfrentar a violência contra a mulher.
- No mês passado, os Três Poderes assinaram o Pacto Nacional Brasil de Enfrentamento ao Feminicídio, ainda sem detalhes práticos de implementação.
Janja da Silva afirmou nesta terça-feira que foi assediada duas vezes enquanto ocupava o cargo de primeira-dama. O relato foi feito durante o programa Sem Censura, da TV Brasil, em meio a debate sobre o aumento de feminicídios no Brasil.
Ela disse que o assédio ocorre mesmo em locais considerados seguros, com a presença da equipe e de câmeras. A fala ocorreu no contexto de uma discussão sobre a vulnerabilidade das mulheres.
Durante o programa, também foi lembrado o episódio de assédio envolvendo a presidente do México, Claudia Sheinbaum, que classificou o caso como lamentável e anunciou medidas legais contra o agressor.
Contexto sobre feminicídio
No ano passado, o Brasil registrou 1.470 feminicídios, maior marca desde o início das séries oficiais, segundo o Ministério da Justiça e Segurança Pública. O total supera os 1.464 casos de 2024.
Ao longo do ano, casos de violência contra mulheres foram alvo de debate público, com relatos de ameaças, agressões e perseguições em relações afetivas.
Desde o fim de 2025, o presidente Lula tem adotado tom mais firme no enfrentamento ao crime, cobrando mudanças de postura masculina e coordenando ações para ampliar políticas de proteção às mulheres.
Pacto Nacional de Enfrentamento ao Feminicídio
No mês passado, os Três Poderes lançaram o Pacto Nacional Brasil de Enfrentamento ao Feminicídio, reunindo Executivo, Legislativo e Judiciário em torno do tema. O acordo estabelece diretrizes gerais.
A assinatura do pacto representa um passo institucional, mas ainda não consolidou detalhes práticos de implementação das políticas de combate ao feminicídio. O governo segue definindo ações concretas.
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