- Randolfe Rodrigues, líder do governo, afirmou que não há caminho para acionar o Supremo Tribunal Federal para reverter a quebra dos sigilos fiscal e bancário do empresário Fábio Luís da Silva, conhecido como “Lulinha”.
- A bancada governista afirmou ter esgotado as vias administrativas após o presidente do Congresso negar a anulação da votação da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do INSS, segundo alegação de fraude na contagem de votos.
- O presidente do Senado, Carlos Viana, disse ter contado os votos duas vezes e afirmou que imagens usadas para sustentar fraude teriam sido obtidas após o encerramento da deliberação, com a chegada de novos governistas.
- Após a votação, houve confusão na mesa diretora, com um soco do deputado Rogério Correia (PT-MG) em Luiz Lima (Novo-RJ); Correia afirmou ter sido empurrado e pediu desculpas.
- A defesa de Lulinha já recorreu ao STF, alegando que a quebra de sigilos não era necessária; a Polícia Federal investiga se Lulinha é o “filho do rapaz” citado em mensagens interceptadas, que teria recebido R$ 300 mil do empresário conhecido como “careca do INSS”.
O líder do governo no Congresso, senador Randolfe Rodrigues, disse que não há possibilidade de acionar o STF para reverter a quebra dos sigilos fiscal e bancário do empresário Fábio Luís da Silva, conhecido como Lulinha. A declaração foi feita em entrevista ao portal Metrópoles nesta terça-feira.
Randolfe afirmou que a questão está encerrada e ressaltou que nem o Congresso, nem o Palácio do Planalto devem ser alvo de retaliações. Allocou críticas a ações que teriam ocorrido em 8 de janeiro, sem entrar em detalhes.
A bancada governista já esgotou as vias administrativas após o presidente do Congresso, Davi Alcolumbre, negar a anulação da votação na CPMI do INSS. Parlamentares de esquerda alegam fraude na contagem de votos.
O que houve na CPMI do INSS
O presidente do CPMI, Carlos Viana, disse ter contado os votos duas vezes, com a defesa da oposição e de governistas divergindo sobre o momento de apontar supostas irregularidades. Imagens usadas para sustentar a fraude teriam chegado após o encerramento da deliberação.
Durante a sessão, houve tumulto na mesa diretora: houve agressão entre parlamentares, com Rogério Correia empurrando Luiz Lima. Correia reconheceu o empurrão e pediu desculpas, afirmando ter sido empurrado primeiro.
A defesa de Lulinha já recorreu ao STF após a quebra dos sigilos, alegando que a medida não era necessária. O pedido foi enviado ao ministro André Mendonça, relator das ações que tratam das medidas do colegiado.
A Polícia Federal investiga a possibilidade de o empresário citado como “careca do INSS” ter repassado 300 mil reais a Lulinha, conforme mensagens interceptadas. A PF ainda busca confirmar a relação entre as partes.
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