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Moraes atualiza pena de Roberto Jefferson e decide sobre progressão de regime

Moraes analisa progressão de regime para Roberto Jefferson; PGR sustenta detração, exige pagamento de R$ 972 mil e indenização de R$ 200 mil

Roberto Jefferson teve seu cumprimento de pena iniciado recentemente, mas já cumpria prisão domiciliar.
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  • Moraes atendeu a pedido da PGR e determinou medidas que podem relaxar a prisão domiciliar humanitária de Roberto Jefferson; decisão ocorreu nesta terça-feira, 3.
  • A PGR defende a progressão de regime, que será avaliada pelo prontuário fornecido pela Vara de Execuções Penais do Rio de Janeiro.
  • Jefferson cumpre pena total de sete anos e sete meses; já cumpriu quatro anos e meio e teve a detração de pena reconhecida, restando três anos.
  • Moraes também determinou o pagamento de multa de R$ 972 mil e há pendência de indenização por danos morais de R$ 200 mil.
  • Condenado por atentado aos poderes, calúnia, homofobia e incitação ao crime, hoje utiliza tornozeleira eletrônica, tem passaporte suspenso e não pode deixar o país, conceder entrevistas ou usar redes sociais.

O ministro Alexandre de Moraes, do STF, atendeu a um pedido da PGR e determinou medidas que podem levar à relaxação da prisão domiciliar humanitária de Roberto Jefferson. O despacho foi divulgado nesta terça-feira (3).

A PGR defende a progressão de regime, alegando que boa parte da pena já foi cumprida. Moraes analisará o prontuário fornecido pela Vara de Execuções Penais do Rio de Janeiro.

A situação atual de Jefferson é de regime fechado, apesar da prisão domiciliar ter sido determinada por razões humanitárias. A eventual progressão ao semiaberto permitiria saída diurna para trabalho ou estudo.

Detalhes da decisão e dívidas

Condenado a sete anos e sete meses, Jefferson já cumpriu quatro anos e meio. A detração de pena foi reconhecida pelo ministro, restando cerca de três anos.

A decisão também determinou o pagamento de multa de R$ 972 mil. O ex-deputado enfrenta ainda indenização por danos morais de R$ 200 mil.

Jefferson foi condenado por atentado aos Poderes, calúnia, homofobia e incitação ao crime. A PGR indicou que ele teria incentivado invasão ao Senado e agressões a senadores.

Durante as investigações, o ex-deputado atirou contra uma viatura da PF que cumpria mandado de prisão. Hoje ele usa tornozeleira eletrônica, teve o passaporte suspenso e não pode deixar o país, conceder entrevistas ou usar as redes sociais.

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