- O pastor Edilson de Lira Vasconcelos Filho, da igreja Verbo da Vida em Petrolina (PE), anunciou a expansão da igreja para a Ilha do Massangano durante culto.
- A fala gerou debate na Câmara, com críticas à dignidade de um povo e questionamentos sobre o trabalho social da igreja.
- Vereadores Gilmar Santos e Maria Helena analisaram motivações da atuação social e alertaram sobre possível tom político evangélico no local.
- Em 26 de fevereiro, a Câmara aprovou moção de solidariedade ao pastor, por 14 votos a favor, 1 contra e 2 abstenções; Edilson afirmou ter ocorrido uma injustiça.
- O pastor Defendeu a liberdade religiosa e o direito de atuação cívica de evangélicos, pedindo unidade e ações concretas para a Massangano.
O pastor Edilson de Lira Vasconcelos Filho, líder da igreja Verbo da Vida em Petrolina (PE), envolvendo-se em debate na Câmara Municipal, viu uma moção de solidariedade ser aprovada a seu favor. O episódio teve como ponto central uma pregação sobre um novo projeto evangelístico na Ilha do Massangano.
Durante o culto, Edilson anunciou a expansão das atividades da igreja para a região da Massangano e chamou líderes para a iniciativa. Em seguida, ele mencionou que a comunidade local é objeto de reflexão bíblica, comparando a Ilha do Massangano a uma região marcada pelo pecado que, segundo ele, receberia a graça.
A fala gerou repercussão entre vereadores. O momentum começou com o vereador Gilmar Santos, que tratou o tema como dano à dignidade de um povo. A vereadora Maria Helena questionou as motivações do trabalho social da igreja, sugerindo que ações pontuais não resolvem problemas locais amplos.
Segundo o GospelMais, a parlamentar mencionou que a Câmara é majoritariamente composta por membros da Igreja Católica e alertou para o risco de evangélicos influenciarem o tom do poder público. A dirigente reforçou a necessidade de cautela para não permitir influências indevidas.
Moção de solidariedade e desdobramentos
No dia 26 de fevereiro, a Câmara aprovou a moção de solidariedade ao pastor, com 14 votos favoráveis, 1 contrário e 2 abstenções. Em vídeo publicado nas redes, Edilson celebrou a decisão e afirmou que a Casa havia corrigido uma injusta distorção de sua fala.
O pastor, que também atua como médico e preside a ONG Movimento — dedicada a ações de transformação social no Vale do São Francisco — negou qualquer intenção de protagonismo. Ele alegou que a moção dizia ter havido ofensa à comunidade da Massangano, o que, segundo ele, não ocorreu.
Edilson comparou a situação a episódio bíblico de Atos 16:37, em que Paulo e Silas buscaram reparação pública após injusta prisão. Ele afirmou que a defesa de seus direitos visou evitar precedentes de abuso contra cidadãos cristãos e esclarecer a verdade publicamente.
Liberdade religiosa e atuação pública
O pastor reforçou o direito de evangélicos se posicionarem na sociedade, dizendo que não há mais espaço para a ideia de que evangélicos são cidadãos sem voz ou sem lugar na política. Ele afirmou manter respeito a diferentes religiões e conclamou autoridades locais a somarem aos esforços pela transformação social da Ilha do Massangano.
Edilson convocou líderes para unir esforços em prol do bem comum em Petrolina, defendendo ações concretas em vez de divisões. Ao encerrar, orientou que a pregação da Bíblia ocorra em todos os ambientes e agradeceu a quem orou, bem como aos que se posicionaram pela verdade, mantendo seu compromisso ministerial e com o próximo.
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