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PM da Malásia revela ao parlamento plano para desestabilizar governo

Anwar Ibrahim diz em plenário que suspeito contratou firma de relações públicas para minar instituições nacionais até a próxima eleição

Malaysia's Prime Minister Anwar Ibrahim at a summit in Kuala Lumpur, Malaysia October 26, 2025. REUTERS/Chalinee Thirasupa/Pool
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  • O primeiro-ministro Anwar Ibrahim informou ao parlamento que um suspeito de conspiração para derrubar o governo contratou uma empresa internacional de relações públicas para atentar contra instituições nacionais antes da próxima eleição.
  • A polícia investiga o suposto complô para sabotar a estabilidade nacional, sob leis que punem a ameaça à democracia parlamentar.
  • Segundo Anwar, a estratégia de PR começou em agosto de 2024 e envolvia agências de mídia, bancos e deputados, mantendo-se até a eleição prevista para início de 2028.
  • Documentos citados pelo governo apontam a Bloomberg como uma das agências visadas pela conspiração, e a identidade do suspeito não foi divulgada.
  • Um comitê governamental investiga alegações de possível violação de leis de participação acionária pelo chefe da MACC, Azam Baki; a royal inquiry foi considerada prematura pelo governo.

O primeiro-ministro da Malásia, Anwar Ibrahim, informou ao parlamento sobre uma acusada conspiração para desestabilizar o governo. Segundo ele, um suspeito teria contratado uma firma internacional de relações públicas para lançar uma ofensiva coordenada contra instituições nacionais antes das próximas eleições.

Anwar afirmou que a estratégia envolvia contato com agências de mídia, bancos e parlamentares desde agosto de 2024, com objetivo de durar até a próxima eleição, prevista para 2028. Segundo ele, documentos apontavam planos para difamar o governo e influenciar narrativas no exterior.

As informações foram apresentadas sem a identificação do suspeito ou da empresa de RP. A polícia investiga uma suposta conspiração para “sabotar a estabilidade nacional”, conforme relato oficial.

Desenvolvimento do caso e reações

Anwar citou a Bloomberg como uma das agências visadas pela suposta conspiração, sem detalhar evidências adicionais. A Bloomberg não respondeu a pedidos de comentário.

Uma comissão governamental especial investiga acusações de que o chefe da MACC, Azam Baki, poderia ter violado leis de participação acionária, segundo reportagens anteriores. A MACC rebateu as alegações como infundadas.

Parlamentares da coalizão do governo pediram uma investigação real sobre as denúncias reportadas pela Bloomberg. O governo afirmou que a comissão especial deve concluir a apuração ainda nesta semana, considerando ainda uma possível royal inquiry como prematura.

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