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Senador critica decisão de Gilmar Mendes para manter sigilo da Maridt

Relator da CPI vê decisão de Gilmar Mendes que mantém sigilo da Maridt como ataque à democracia e à investigação do Master

Relator da CPI do Crime Organizado, senador Alessandro Vieira (MDB-SE). (Foto: Carlos Moura / Agência Senado)
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  • O senador Alessandro Vieira, relator da CPI do Crime Organizado, chamou de “atentado contra a democracia” a decisão liminar de Gilmar Mendes que suspendeu a quebra de sigilo da Maridt Participações.
  • A ação envolve o uso da Maridt para lavar dinheiro, segundo Vieira, ligada ao Caso Master, com alegações de participação de familiares do ministro Dias Toffoli na estrutura societária.
  • A CPI investiga se o banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Master, utilizou a Maridt para ocultar recursos de atividades criminosas.
  • Vieira afirma que a decisão de Mendes ressuscita um processo arquivado há três anos para blindar informações sobre a origem e o montante do dinheiro envolvido.
  • A Transparência Internacional criticou a decisão, dizendo que ela favorece investigados do poder e citou precedentes envolvendo Gilmar Mendes.

O caso envolve a decisão liminar do STF que anulou a quebra de sigilos da Maridt Participações, empresa ligada a familiares do ministro Dias Toffoli. O episódio foi comentado pelo senador Alessandro Vieira, relator da CPI do Crime Organizado, em entrevista ao Roda Viva, na TV Cultura.

Vieira chamou a decisão de Gilmar Mendes de atentado à democracia, afirmando que a medida ressuscita um processo arquivado há três anos para criar uma proteção ficcional. O senador sustenta que a decisão restringe o acesso a informações sobre origem de recursos usados pela empresa.

A CPI investiga se o dono do banco Master, Daniel Vorcaro, utilizou a Maridt para lavagem de dinheiro. Vieira aponta que o caso Master pode evidenciar infiltração do crime organizado no poder, conforme avaliação inicial da comissão.

O debate também tratou da percepção pública sobre sigilos de atuação de autoridades. Vieira disse que é mais fácil quebrar o sigilo do presidente da República do que de ministros do STF, em referência aos debates envolvendo o filho do presidente Lula, o chamado Lulinha.

A controvérsia ganhou repercussão internacional. A Transparência Internacional criticou a decisão, associando-a a um padrão de condução que favorece investigados próximos a autoridades. A ONG pediu que investigações relevantes sejam preservadas de manobras que dificultem a apuração.

A CPI continua analisando evidências sobre a Maridt e seus acionistas, com foco em possíveis irregularidades na gestão de recursos. O desfecho poderá influenciar o andamento das apurações e o escrutínio sobre o papel de agentes públicos nas investigações.

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