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Valdemar diz que CPI do Master pode atingir a todos

Valdemar Costa Neto afirma que a CPI do Master pode atingir meio mundo e abalar estruturas políticas, com senadores resistentes e STF barrando depoimentos

Presidente nacional do PL afirma que há um forte trabalho no Congresso para barrar andamento da investigação. (Foto: reprodução/PL)
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  • Valdemar Costa Neto afirmou, em entrevista à Band, que uma eventual CPI do Banco Master atingiria “meio mundo” e poderia abalar estruturas políticas, com investigações envolvendo diferentes lados do cenário nacional.
  • Ele disse que o presidente do Senado, Davi Alcolumbre, é um dos que resistem à abertura da CPI e que o STF tem barrado requerimentos de comissões, como os da INSS e do Crime Organizado.
  • Segundo o dirigente, prefeituras e governos estaduais teriam sido pressionados a investir em títulos e ações do Banco Master, com relatos de prefeitos pressionados a participar do esquema.
  • Costa Neto minimizou ligações diretas de filiados do PL ao caso e afirmou que as doações do cunhado do banqueiro, Fabiano Zettel, foram legais e transparentes.
  • Ele afirmou que o caso pode influenciar as eleições deste ano e que há resistência de senadores à criação da CPI, descartando uma investigação mista; mencionou negociações para discutir a revisão de penas de 8 de janeiro de 2023 para tentar enterrar a comissão.

Valdemar Costa Neto, presidente do PL, afirmou que uma eventual CPI do Banco Master atingiria muita gente e provocaria mudanças significativas no cenário político. Ele disse que o Congresso atua contra a investigação por temer o alcance das apurações.

O dirigente contou que requerimentos de comissões ligadas ao INSS e ao Crime Organizado vêm sendo barrados pelo STF, citando o depoimento dos irmãos do ministro Dias Toffoli e a quebra de sigilos de citados. Segundo ele, o tema já envolve diversas frentes.

Costa Neto disse ainda que prefeituras e governos estaduais teriam participado da compra de títulos do Master e que prefeitos teriam sido pressionados a investir na instituição. Por isso, haveria forte resistência do Senado à criação da comissão.

O dirigente reforçou que há técnicos que apoiam a CPI e que o movimento conta com apoio de filiados do PL, afirmando que toda a base do partido assinou. Ele avaliou que, se instaurada, a investigação poderia expor um esquema de proporções imprevisíveis.

Contexto e desdobramentos

Costa Neto afirmou que o caso Master pode influenciar as eleições deste ano, dada a abrangência das supostas irregularidades. Ele destacou que a mobilização para a CPI é maior entre senadores do que entre deputados, segundo sua leitura.

Ele afirmou ainda que uma investigação mista, envolvendo deputados e senadores, não está nos planos do PL. O dirigente também comentou a relevância de manter o foco em fatos verificáveis e evitar atribuições sem base.

O tema envolve ainda possíveis doações do cunhado do banqueiro Fabiano Zettel a campanhas de Jair Bolsonaro e Tarcísio de Freitas, cuja legalidade, segundo o líder do PL, foi defendida como legítima. O caso segue sob apuração e não houve conclusão oficial.

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