- Luiz Phillipi Machado de Mourão, conhecido como “Sicário”, morreu na noite de quarta-feira em Belo Horizonte, após atentado contra a própria vida enquanto estava sob custódia da Polícia Federal.
- Ele foi preso pela manhã na Operação Compliance Zero e era réu por organização criminosa e lavagem de dinheiro.
- A PF identificou o grupo “A Turma”, do qual Mourão fazia parte, com atuação na obtenção de informações, monitoramento e levantamento de dados para os interesses do grupo.
- Segundo a PF, ele acessava sistemas restritos de órgãos públicos, incluindo bases de dados da Polícia Federal, do Ministério Público Federal e de instituições internacionais como FBI e Interpol.
- A CNN Brasil informou que Mourão movimentou cerca de R$ 28 milhões em contas ligadas a ele, entre 2018 e 2021, em esquema de pirâmide financeira; ele é réu em ação que apura lavagem de dinheiro e outros crimes.
Luiz Phillipi Machado de Moraes Mourão, conhecido como Sicário, morreu na noite desta quarta-feira (4) em Belo Horizonte. Ele estava internado em hospital da cidade após ter atentado contra a própria vida enquanto estava sob custódia da Polícia Federal.
Mourão foi preso na manhã de hoje durante a operação Compliance Zero. Ele respondia a processo por organização criminosa e lavagem de dinheiro. A PF investigava a atuação de um grupo denominado A Turma, do qual Mourão e Vorcaro faziam parte, segundo a corporação.
Sicário era apontado pela PF como responsável pela coordenação de atividades de obtenção de informações, monitoramento de pessoas e levantamento de dados relevantes para os objetivos do grupo. Além disso, o investigado realizava consultas em sistemas restritos de órgãos públicos, incluindo bases utilizadas por segurança pública e investigação policial, com acessos indevidos a órgãos como PF, MPF e até entidades internacionais como FBI e Interpol. Também atuava na remoção de conteúdos e perfis em plataformas para obter dados de usuários e intimidar antigos funcionários do Master, segundo as autoridades.
Investigação e acusações
A CNN Brasil confirmou com o Ministério Público de Minas Gerais a denúncia contra Mourão pela movimentação de cerca de R$ 28 milhões em contas vinculadas a empresas ligadas a ele, em um esquema que é apontado como pirâmide financeira. As operações ocorreram entre junho de 2018 e julho de 2021, com o objetivo de atrair investidores. Mourão é réu em ação movida pelo Ministério Público de Minas Gerais, que investiga crimes de lavagem de dinheiro, organização criminosa e infrações contra a economia popular.
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