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Dino suspende sigilo de empresária ligada a amiga de Lulinha na CPI do INSS

Dino suspende temporariamente a quebra de sigilos da empresária amiga de Lulinha na CPI do INSS, preservando dados até o julgamento

Ministro do STF Flávio Dino em entrevista à TV Globo. — Foto: Jornal Nacional/ Reprodução
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  • O ministro do STF Flávio Dino suspendeu, em 4 de março, a quebra dos sigilos bancário e fiscal da empresária Roberta Luchsinger, investigada pela CPMI do INSS.
  • Roberta é amiga de Fábio Luís Lula da Silva, conhecido como “Lulinha”, filho do presidente Lula.
  • A decisão atendeu parcialmente a um pedido de sua defesa e estabelece que informações já enviadas permaneçam sob sigilo pela Presidência do Senado até o mérito da ação ser julgado.
  • Dino apontou que a aprovação de 87 requerimentos de forma conjunta, em votação “em globo”, violou o devido processo constitucional e que cada medida invasiva precisa de fundamentação individual.
  • A decisão não impede uma nova deliberação da CPMI, desde que haja rito adequado de análise, debate e fundamentação individualizada; o caso será levado ao plenário do STF para referência.

O ministro do STF Flávio Dino suspendeu nesta quarta-feira a quebra dos sigilos bancário e fiscal da empresária Roberta Luchsinger, investigada pela CPMI do INSS. A decisão foi parcial, atendendo a um pedido da defesa.

A defesa alegou constrangimento ilegal após a comissão aprovar a medida em 26 de fevereiro. Dino determinou que informações já enviadas permaneçam sob sigilo pela Presidência do Senado até o mérito.

O relator destacou que a aprovação conjunta de 87 requerimentos, em votação em globo, violou o devido processo constitucional. As CPIs podem agir como autoridades judiciais, mas devem fundamentar cada medida de forma individualizada.

Segundo Dino, as regras da política não podem prevalecer sobre a Constituição. O Judiciário pode evitar que investigações se tornem pesca probatória ou invasões desproporcionais à privacidade.

A impetrante é alvo da Operação Sem Desconto, que apura descontos indevidos em benefícios de aposentados e pensionistas. Parlamentares da oposição protestaram contra a votação em bloco durante a CPMI.

Dino enfatizou que o afastamento de direitos constitucionais não pode ocorrer sem debate e motivação. Apesar da suspensão, a CPMI pode realizar nova deliberação com análise individualizada.

O ministro ressaltou não haver risco imediato à investigação, pois a investigada já está monitorada pela Polícia Federal sob supervisão do STF. O caso será levado ao plenário para referendo.

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