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Justiça mantém prisão de Vorcaro e Zettel após audiência de custódia

Justiça mantém prisão preventiva de Vorcaro e Zettel na nova fase da Compliance Zero, citando risco à investigação e à integridade do sistema financeiro

Daniel Vorcaro e Fabiano Zettel – fotos: redes sociais / divulgação
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  • Justiça Federal de São Paulo manteve a prisão preventiva de Daniel Vorcaro, ex-CEO do Banco Master, e Fabiano Zettel.
  • A prisão ocorreu na nova fase da Operação Compliance Zero, que apura fraudes financeiras envolvendo o Master.
  • Eles foram transferidos para o Centro de Detenção Provisória II, em Guarulhos, após prisão pela Polícia Federal determinada pelo ministro André Mendonça.
  • Audiências de custódia devem ocorrer em até vinte e quatro horas; a polícia afirma que a ação visa manter a investigação e a confiança na Justiça penal.
  • Investigações apontam troca de informações com integrantes do Banco Central e a existência de uma milícia para intimidar desafetos; Vorcaro já esteve detido em novembro de 2025 e saiu com medidas cautelares, incluindo tornozeleira.

A Justiça Federal de São Paulo manteve a prisão preventiva de Daniel Vorcaro, ex-CEO do Banco Master, e Fabiano Zettel, seu cunhado. A decisão ocorreu na quarta-feira, no âmbito da nova fase da operação Compliance Zero, que investiga fraudes financeiras atribuídas ao grupo Master.

Os dois foram transferidos para o Centro de Detenção Provisória II, em Guarulhos. A prisão foi efetuada pela Polícia Federal pela manhã, com base em determinação do ministro do STF André Mendonça.

Nova fase da investigação

A nova etapa da operação aponta que Vorcaro trocou informações com integrantes do Banco Central, responsáveis pela supervisão do Master. Também é apontado como responsável por um esquema de monitoramento e intimidação de desafetos, com participação de um policial aposentado.

Segundo Mendonça, a liberdade dos alvos poderia comprometer a investigação e a confiança na Justiça penal, mantendo em funcionamento uma organização criminosa que já gerou danos bilionários. A Justiça prosseguirá com as audiências de custódia previstas em lei.

Vorcaro já havia sido detido em novembro de 2025, pouco depois do Banco Central liquidar extrajudicialmente o Master. Ele permaneceu 11 dias preso e saiu com medidas cautelares, incluindo tornozeleira eletrônica.

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