- A PEC da Segurança Pública deve ser votada no plenário da Câmara nesta quarta-feira, 4, sem o referendo sobre redução da maioridade penal.
- O acordo entre o relator Mendonça Filho e o governo Lula prevê que o texto vá direto à votação; a redução para 16 anos ficará para outra proposta.
- O presidente da Câmara, Hugo Motta, confirmou o plano e tem apoio para a votação da PEC.
- Antes da votação, o governo definirá mudanças nas fontes de recursos para a área de segurança pública, parte do acordo.
- A PEC propõe reorganizar o sistema de segurança com maior integração entre União, estados e municípios e fortalecer a coordenação da política nacional de segurança.
A Câmara dos Deputados deve votar nesta quarta-feira (4) a PEC da Segurança Pública, que reorganiza o sistema de segurança com maior integração entre União, estados e municípios. O texto foi encaminhado pelo governo e busca fortalecer a coordenação da política nacional de segurança.
O acordo para a votação foi fechado entre o relator Mendonça Filho, do União Brasil, e o governo Lula. O presidente da Câmara, Hugo Motta, confirmou que a redução da maioridade penal de 18 para 16 anos não fará parte da PEC. Ela ficará para outra proposta.
Acordo e mudanças no texto
Segundo apuração, o acordo também altera as fontes de recursos para a área de segurança, ainda a ser definido pelo governo antes da votação. A regra de não contingenciamento de verbas é outro ponto que passou a fazer parte das negociações, com posição ainda em aberto entre Executivo e Parlamento.
O objetivo da PEC é fortalecer a cooperação entre os três níveis de governo e ampliar o papel federal na coordenação da segurança pública. O texto mantém o foco na integração entre órgãos e na reorganização institucional da área.
O que muda na prática
O projeto busca ampliar a integração entre União, estados e municípios e estabelecer diretrizes para a gestão de recursos. A expectativa é facilitar a atuação conjunta e otimizar políticas de defesa, prevenção e combate à criminalidade.
O governo não definiu, no entanto, como ficará o financiamento das ações de segurança até a conclusão da votação. Fontes do Palácio do Planalto apontam que os próximos passos dependem de sinalizações oficiais sobre fontes de recurso.
O andamento da PEC depende ainda de tramitação no plenário. Caso seja aprovada, a reforma poderá entrar em vigor conforme o calendário legislativo e as regras de implementação estabelecidas pelo governo.
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