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PF mira prefeito de Macapá por suspeita de desvio de recursos federais

PF deflagra segunda fase da operação que afastou prefeito de Macapá e vice por suspeita de desvio de recursos federais e fraude em licitação da saúde

Dr. Furlan e seu vice foram afastados por 60 dias por suspeita de corrupção em licitação na área de saúde. (Foto: Rogério Limeira/prefeitura de Macapá)
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  • PF deflagra a segunda fase da Operação Paroxismo; afastamento por 60 dias do prefeito de Macapá, Dr. Furlan, e do vice-prefeito Mario Neto, por suspeita de desvio de recursos federais e fraude em licitação na saúde.
  • Investigação envolve a construção do Hospital Geral Municipal, com licitação estimada em R$ 69,3 milhões, e inclui mandados em Macapá, Belém e Natal.
  • Decisão autorizada pelo ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal; também foi suspensa a participação da construtora em licitações no Amapá durante as apurações.
  • Relatório da Controladoria-Geral da União aponta que Macapá recebeu cerca de R$ 128,9 milhões em recursos federais entre 2020 e 2024; há indícios de direcionamento de licitação e coincidências entre orçamento e parâmetros da administração.
  • Investigações também detectaram movimentações financeiras atípicas após o contrato, com saques em espécie de milhões e possíveis vínculos com pessoas próximas ao prefeito.

A Polícia Federal deflagrou nesta quarta-feira a segunda fase da Operação Paroxismo, que afastou por 60 dias o prefeito de Macapá, Dr. Furlan, e o vice-prefeito Mario Neto. A ação mira indícios de desvio de recursos federais e fraude em licitação na área da saúde, relacionadas à construção do Hospital Geral Municipal.

As investigações apontam a atuação de um esquema envolvendo agentes públicos e empresários para direcionar licitações, desviar recursos e lavar dinheiro. O foco é o contrato de obra com orçamento estimado em 69,3 milhões de reais.

Mandados de busca e apreensão foram cumpridos em Macapá, Belém e Natal, atingindo endereços ligados ao prefeito, a servidores municipais e a sócios da empresa investigada. Também houve autorização para quebra de sigilo bancário e fiscal.

A decisão judicial suspendeu a participação da construtora, bem como de seus sócios, em licitações no Amapá durante a apuração. Relatórios da CGU indicam que o município recebeu praticamente 128,9 milhões de reais em transferências federais entre 2020 e 2024, parte vinculada à obra.

Segundo apuração, houve indícios de menor competitividade no processo licitatório, com propostas desproporcionais ao mercado e coincidências entre orçamento da empresa vencedora e parâmetros da administração municipal. Movimentações atípicas também foram identificadas.

A PF afirmou que as investigações visam aprofundar o exame de possível fraude na licitação firmada pela Secretaria Municipal de Saúde de Macapá, com indícios de desvios de valores e vínculos com pessoas próximas ao prefeito.

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