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Policial apontado como espião de Vorcaro recebe aposentadoria de 22 mil

Policial federal aposentado, suspeito de espionagem a Vorcaro, teve prisão preventiva decretada e recebe R$ 21.987,38 de aposentadoria

Logotipo do Banco Master em prédio de São Paulo
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  • O policial federal aposentado Marilson Roseno recebe aproximadamente R$ 21.987,38 mensais de aposentadoria desde agosto de 2022, conforme dados do Portal da Transparência.
  • Roseno era escrivão da Polícia Federal e, segundo a investigação, integrava grupo de vigilância a serviços de Daniel Vorcaro, monitorando pessoas indicadas pelo grupo.
  • Vorcaro foi preso hoje, decisão do ministro André Mendonça, relator do caso Master no Supremo Tribunal Federal, na mesma operação em que houve novas prisões e ações de afastamento de servidores públicos.
  • A terceira fase da operação Compliance Zero também efetuou prisões preventivas e o bloqueio de bens que podem chegar a até R$ 22 bilhões; alvo include empresários, servidores do Banco Central e pessoas ligadas à estrutura de vigilância clandestina.
  • A PF aponta que o grupo coletava informações em sistemas oficiais da PF e do Federal Bureau of Investigation para perseguir adversários, incluindo planos de prejudicar o colunista Lauro Jardim, além de contratos de fachada com consultores do Banco Central.

O policial federal aposentado Marilson Roseno, que já estava afastado da PF, foi preso hoje sob suspeita de atuar como espião para o banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master. A prisão preventiva foi decretada no âmbito da terceira fase da operação Compliance Zero, deflagrada pela Polícia Federal.

Roseno está aposentado desde agosto de 2022, após ter ingressado na Polícia Federal em 1997. Segundo o Portal da Transparência, ele recebe cerca de R$ 21.987,38 por mês. A investigação aponta que ele integrava um grupo de vigilância a serviços de Vorcaro, usando sua experiência e contatos para levantar informações sigilosas e monitorar alvos designados pelo grupo.

A operação desta terça-feira envolveu a prisão do próprio Vorcaro, conforme determinação do ministro André Mendonça, relator do caso no STF. Além do banqueiro, foram alvo a cunhada de Vorcaro, Fabiano Zettel, empresários, servidores do Banco Central e outras pessoas ligadas a uma estrutura de vigilância clandestina que atuava em favor do Master. A PF identificou mensagens que indicavam planos para ações contra adversários, incluindo a hipótese de simular um assalto para atingir um crítico da empresa.

Entre os alvos estavam também informações obtidas em sistemas oficiais da PF e do FBI, conforme apuração da PF. O banqueiro teria mantido dois servidores do Banco Central como consultores informais, segundo contratos de fachada financiados por Vorcaro. A investigação apura crimes de ameaça, corrupção, lavagem de dinheiro e invasão de dispositivos informáticos.

As medidas autorizadas incluem prisões preventivas, afastamentos de servidores públicos e bloqueio de bens que podem chegar a 22 bilhões de reais. Em nota, os advogados de Vorcaro afirmam que ele coopera com as apurações e contesta conteúdos atribuídos nas mensagens. A defesa de Marilson Roseno não foi localizada para comentário até o momento.

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