- Prisão do banqueiro Daniel Vorcaro, nesta quarta-feira, em São Paulo, levou ao cancelamento de mais uma sessão da CPI do Crime Organizado no Senado.
- O cunhado dele, Fabiano Campos Zettel, não foi localizado; a defesa obteve habeas corpus que o desobrigou de comparecer.
- O ministro do Supremo Tribunal Federal André Mendonça tornou facultativa a presença de Vorcaro e determinou que deslocamento, se houver, deve ser feito pela Polícia Federal em aeronave da corporação ou voo comercial.
- Vorcaro foi preso na terceira fase da Operação Compliance Zero; investigação apura possível ameaça, corrupção, lavagem de dinheiro e invasão de dispositivos por organização criminosa.
- A CPI informou que não vai recuar; o presidente da comissão, senador Fabiano Contarato, criticou a decisão judicial e disse que o trabalho continua, com foco em eventuais ligações entre o sistema financeiro e organizações criminosas.
A prisão do banqueiro Daniel Vorcaro, nesta quarta-feira, em São Paulo, levou ao cancelamento de mais uma sessão da CPI do Crime Organizado no Senado. Ele e o cunhado, Fabiano Campos Zettel, não compareceram à oitiva prevista.
Zettel, foco da terceira fase da Operação Compliance Zero, não foi localizado. A defesa obteve habeas corpus para desobrigar o comparecimento. Na noite de terça, o STF também tornou facultativa a presença de Vorcaro.
Vorcaro já havia sinalizado que só participaria da oitiva na Comissão de Assuntos Econômicos, marcada para o dia 10. A decisão do ministro André Mendonça determinou que deslocamento seja feito pela Polícia Federal, em aeronave da instituição ou via voo comercial.
A prisão ocorreu na terceira fase da operação. A PF apura possível prática de ameaça, corrupção, lavagem de dinheiro e invasão de dispositivos por organização criminosa. Vorcaro já havia sido detido em novembro do ano passado, em Guarulhos, ao tentar embarcar para a Europa.
Além de Vorcaro e Zettel, o STF expediu mandados de prisão preventiva e 15 de busca e apreensão. A investigação envolve o Banco Master e ligações com possíveis irregularidades no sistema financeiro.
O presidente da CPI, senador Fabiano Contarato, afirmou que a ausência dos depoentes não interrompe os trabalhos. Criticou decisões que tornam facultativa a presença de investigados, dizendo que há inversão de papéis.
Contarato informou que a Advocacia do Senado protocolou recurso contra decisão liminar que suspendeu a quebra de sigilos de Maridt Participações S.A., aprovada pelo colegiado. A comissão mantém foco em documentos e ligações com organizações criminosas.
O senador Eduardo Girão criticou os cancelamentos da comissão e pediu a instalação de uma CPI exclusiva para apurar o Banco Master. Ele afirmou que há mais cancelamentos do que reuniões, defendendo medidas para ampliar as investigações.
A CPI do Crime Organizado continua analisando documentos e buscando esclarecer possíveis conexões entre o sistema financeiro e organizações criminosas. A próxima semana será decisiva para medir o embate entre Senado e Supremo.
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