- Mendonça encaminhou à 2ª Turma do STF a decisão que autorizou a prisão de Daniel Vorcaro e de outros investigados na terceira fase da Compliance Zero, com julgamento na pauta virtual a partir de 13.
- A 2ª Turma é formada por Gilmar Mendes, André Mendonça, Dias Toffoli, Kassio Nunes Marques e Luiz Fux; Toffoli pode votar mesmo após deixar a relatoria.
- O STF informou que Toffoli não seria suspeito de atuar no caso Master; ele pode participar do julgamento na sessão virtual.
- A expectativa é manter as prisões e buscas ordenadas pela decisão; o plenário virtual fica aberto até o dia 20.
- A operação de hoje também identificou grupo que atacava desafetos de Vorcaro; há apontamentos de relação com dois servidores do Banco Central; defesa de Vorcaro nega tentativas de obstrução às investigações.
O ministro André Mendonça encaminhou à 2ª Turma do STF a decisão que autorizou a prisão do banqueiro Daniel Vorcaro, de donos do Master, e de outros três investigados na terceira fase da Operação Compliance Zero. O envio ocorre após Mendonça ter assumido a relatoria do caso.
A 2ª Turma foi informada pelo presidente Gilmar Mendes e a pauta do plenário virtual foi atualizada para a apreciação a partir de 13 de fevereiro. Participam da Turma os ministros Dias Toffoli, Kassio Nunes Marques e Luiz Fux, além de Mendonça e Mendes.
Toffoli pode votar no julgamento mesmo com afastamento anterior. A corte divulgou nota afirmando que não houve suspeição do ministro no caso Master, após divulgação de relatório de investigações. Ele saiu da relatoria sem explicação pública, mas pode acompanhar o processo na fase atual.
A decisão de Mendonça autorizou prisões e buscas ligadas à terceira fase da operação. Entre os investigados está Fabiano Zettel, cunhado de Vorcaro, que teria adquirido, por meio de fundo, parte da empresa de Toffoli que controla o resort Tayayá. Zettel já havia sido preso, mas foi solto no mesmo dia da prisão anterior.
A PF identificou um grupo que ameaçava desafetos de Vorcaro. A investigação também aponta relação do banqueiro com dois servidores do BC com cargos de chefia no governo Bolsonaro, que teriam prestado apoio aos negócios do Master e aos procedimentos do BC envolvendo a empresa.
A defesa de Vorcaro alega que ele nunca tentou obstruir as investigações e afirma cooperação contínua com as autoridades. O caso segue em tramitação no STF, com julgamento no plenário virtual marcado para ocorrer até o dia 20.
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