- O senador Hamilton Mourão afirmou que não possui qualquer relação com Luiz Phillipi Machado de Moraes Mourão, investigado na nova fase da Operação Compliance Zero.
- O gabinete do parlamentar disse que não procede qualquer associação entre o senador e o investigado, ou com os fatos apurados pela imprensa.
- Luiz Phillipi Mourão foi preso junto com Daniel Vorcaro e outros dois alvos, em investigação que envolve empresários ligados ao Banco Master, servidores do Banco Central e uma estrutura de vigilância clandestina.
- A PF aponta que Luiz Phillipi Mourão seria o coordenador operacional de uma equipe de monitoramento chamada “Turma”; o grupo era acusado de vigilância ilegal, obtenção de dados e planejamento de ações de intimidação.
- A operação envolve suspeitas de ameaça, corrupção, lavagem de dinheiro e invasão de dispositivos informáticos, com medidas autorizadas pelo ministro do STF André Mendonça, incluindo quatro prisões, afastamentos e bloqueio de bens que podem chegar a R$ 22 bilhões.
O gabinete do senador Hamilton Mourão (Republicanos-RS) afirmou hoje que não há qualquer relação entre o parlamentar e Luiz Phillipi Machado de Moraes Mourão, investigado e preso preventivamente na nova fase da Operação Compliance Zero, deflagrada pela Polícia Federal.
Segundo o comunicado, o senador não possui vínculo pessoal, profissional ou institucional com o investigado, nem com os fatos divulgados pela imprensa. A defesa reforça que não houve qualquer aproximação entre as partes.
Luiz Phillipi Mourão foi preso junto com Daniel Vorcaro e outros dois alvos, numa ação que mira empresários ligados ao Banco Master, servidores do Banco Central e integrantes de uma estrutura de vigilância clandestina, segundo a PF. A investigação apura suspeitas de ameaça, corrupção, lavagem de dinheiro e invasão de dispositivos.
Envolvidos e funcionamento da suposta estrutura
A PF aponta Luiz Phillipi Mourão como o coordenador operacional de uma equipe de monitoramento conhecida como “Turma”. De acordo com os investigadores, o grupo realizava vigilância de alvos, obtinha dados de forma ilegal e planejava ações de intimidação.
Mensagens apreendidas indicam que Mourão teria recebido o apelido de “Sicário” em referência a um banqueiro, segundo as apurações. Em dispositivos apreendidos, havia menções a um possível plano de assalto para intimidar um jornalista do O Globo.
Contexto da operação e desdobramentos
A operação, autorizada pelo ministro do STF André Mendonça, envolve quatro prisões preventivas, o afastamento de servidores públicos e o bloqueio de bens que pode chegar a 22 bilhões de reais. As ações visam coibir a atuação de uma organização com atuação financeira e tecnológica suspeita.
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