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Deltan classifica esquema de Vorcaro como “mafia no estado puro”

Prisão de Daniel Vorcaro expõe rede criminosa complexa; contratos simulados de consultoria e bloqueio de bens de até R$ 22 bilhões

O ex-procurador Deltan Dallagnol condenou o esquema revelado pelo banqueiro Daniel Vorcaro após prisão em Operação Compliance. (Foto: Arquivo/Gazeta do Povo.)
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  • Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, foi preso pela terceira fase da Operação Compliance Zero, investigando um esquema bilionário de fraudes financeiras.
  • O ministro André Mendonça, do STF, deu ordem de prisão também para Luiz Phillipi Machado Mourão e Marilson Roseno da Silva, ligados ao esquema de ameaça e coação de testemunhas.
  • O ex-procurador Deltan Dallagnol qualificou o caso como “máfia no seu estado mais puro” e citou a existência de uma rede de inteligência própria.
  • Dois servidores de carreira do Banco Central foram afastados por envolvimento com o banqueiro; houve sequestro e bloqueio de bens determinados em até R$ 22 bilhões.
  • A denúncia aponta contratos simulados de consultoria no Banco Master para justificar transferências a servidores públicos vinculados ao Banco Central.

O caso envolve a terceira fase da Operação Compliance Zero, que investiga fraudes financeiras ligadas ao Banco Master. Daniel Vorcaro foi preso novamente, em meio a uma apuração que aponta possível esquema bilionário. A ação ocorreu no âmbito do tribunal de autoridades federais.

Deltan Dallagnol, ex-procurador, descreveu o esquema como uma organização criminosa complexa, com uma rede de inteligência própria. A avaliação é de que a estrutura vai além do que se imaginava, com ligações de poder identificadas.

A ordem de prisão foi determinada pelo ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal. Além de Vorcaro, foram presos Luiz Phillipi Machado Mourão e Marilson Roseno da Silva, acusados de liderar ameaças e coação de testemunhas.

Segundo apuração, havia contratos simulados de consultoria pelo Banco Master para justificar transferências a servidores do Banco Central. A força-tarefa investiga pagamentos vinculados a esses contratos como parte do suposto esquema.

Dois servidores de carreira do Banco Central foram afastados durante as investigações. A Polícia Federal também determinou ordens de sequestro e bloqueio de bens que somam até 22 bilhões de reais.

As investigações seguem para esclarecer por que esse dinheiro era destinado aos envolvidos e qual era a finalidade das consultorias supostamente prestadas. A apuração envolve, ainda, possíveis vínculos com figuras de alto escalão.

O programa Última Análise, da Gazeta do Povo, acompanha o desdobramento das denúncias com análises e entrevistas ao vivo. O conteúdo é veiculado entre 19h e 20h30, de segunda a sexta-feira.

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