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Moraes vota para manter decisão que negou prisão domiciliar a Bolsonaro

Moraes vota para manter decisão de negar prisão domiciliar a Bolsonaro; sessão da Primeira Turma segue até 23h59, com parecer da Procuradoria-Geral da República

O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), preso na Superintendência da Polícia Federal em Brasília, após receber a visita da ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro
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  • Moraes votou para manter a decisão que negou prisão domiciliar a Jair Bolsonaro.
  • A Primeira Turma do STF começou a análise da decisão; o voto inicial foi de Moraes, e a sessão ocorreu desde as 8h, com votos até as 23h59 de hoje.
  • O julgamento foi marcado a pedido de Moraes, relator da ação penal associada à tentativa de golpe; Bolsonaro foi condenado a 27 anos e 3 meses de prisão.
  • A Procuradoria-Geral da República pediu pela manutenção da prisão; sustenta que a prisão domiciliar só seria cabível se o tratamento médico indispensável não pudesse ocorrer na custody, o que não se verifica.
  • Dados médicos citados apontam 144 atendimentos entre 15 de janeiro e 22 de fevereiro; perícia reconhece múltiplas doenças crônicas, como hipertensão, apneia grave do sono, obesidade, aterosclerose e refluxo gastroesofágico.

O ministro do STF Alexandre de Moraes votou para manter a decisão que negou a prisão domiciliar ao ex-presidente Jair Bolsonaro. A primeira Turma do STF iniciou hoje a análise, com Moraes como relator, em sessão que começou às 8h.

A sessão, conduzida pelo presidente da Turma, ministro Flávio Dino, ocorre em formato digital. Os demais integrantes são Cármen Lúcia, Cristiano Zanin e Moraes, que podem depositar seus votos até as 23h59 desta quinta.

Julgamento a pedido de Moraes

O julgamento foi marcado a pedido do próprio Moraes, relator da ação penal sobre a tentativa de golpe. Bolsonaro foi condenado a 27 anos e 3 meses de prisão neste processo.

Contexto médico e de custódia

Moraes disse que a intensa atividade política do ex-presidente indica condições para cumprir pena na Papudinha, em Brasília. O ministro também citou visitas feitas a deputados, senadores, governadores e outras figuras públicas como respaldo aos atestados de saúde apresentado.

A Procuradoria-Geral da República, por meio do procurador Paulo Gonet, apontou que a prisão domiciliar só é cabível quando o tratamento médico não puder ser oferecido na unidade de custódia, o que, segundo o Ministério Público, não se verifica.

A defesa de Bolsonaro sustentou que a Papudinha não tem estrutura para atender suas necessidades. Moraes rebateu, mantendo a avaliação de que a unidade pode prover os cuidados requeridos.

Entre 15 de janeiro e 22 de fevereiro, Bolsonaro teve 144 atendimentos médicos na Papudinha, em 39 dias, o que corresponde a uma média de quase quatro atendimentos diários.

Perícia oficial reconhece que o ex-presidente possui múltiplas doenças crônicas, como hipertensão, apneia do sono grave, obesidade, aterosclerose e refluxo gastroesofágico.

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